O Mundo Odeia Cristo (7): A Oração do Discípulo no Mundo que Odeia Cristo

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Neste domingo ouvimos a segunda mensagem da nossa “microssérie” em três partes que fala dos atributos que marcam a vida do discípulo que vive no mundo que odeia a Cristo: a alegria, a oração e a paz. No meio da Sua mensagem triste sobre a Sua partida deste mundo, Jesus inclui um conceito que deve dar muita esperança ao discípulo: na Sua ausência, o discípulo desfrutará, por meio do Espírito Santo, de uma vida de oração diretamente conectada a Deus. Nos vv. 23-28, Jesus explicou que chegará um dia em que os discípulos não teriam mais que perguntar a Ele, pois teriam acesso direto a Deus Pai, que concede tudo aquilo que o discípulo pede em Seu nome.

Assim, vimos que o discípulo tem tudo que precisa com a presença do Espírito Santo. Em outras palavras, não vivemos a vida cristã a partir da escassez (o que nos falta), mas a partir da abundância (aprendendo as riquezas espirituais à nossa disposição). A presença dEle na vida do cristão significa que, munido da Palavra de Deus (inspirada pelo Espírito) e pela oração (auxiliada pelo Espírito, Rm 8.26, 27), ele tem tudo que precisa para compreender a plenitude de Cristo e o plano de Deus para o homem. E como vimos alguns versículos antes, o Espírito opera para nos guiar a toda verdade e glorificar Jesus (Jo 16.13-15). Entendemos por outros textos bíblicos que Jesus não está dizendo que receberemos tudo que desejamos, pois nem sempre os nossos desejos estão alinhados com a vontade de Deus. Quando pedimos “em Seu nome” significa que estamos pedindo aquilo que Ele pediria, e Ele sempre será coerente com o Pai.

Também vimos que o discípulo não falta nada na ausência de Jesus Cristo. A saída de Jesus foi necessária para a vinda do Espírito Santo, o mesmo que esteve ativo na criação, na concepção de Cristo, na ressurreição de Jesus e na inspiração das Escrituras. É Ele que nos convence do pecado, nos regenera, nos sela e traz segurança da nossa salvação, que habita em nós, nos aconselha, nos ilumina, nos auxilia nas orações, nos chama ao serviço e nos capacita pelos dons que Ele concede. Na ausência física de Jesus, Deus nos deu a Sua presença pelo Espírito, e por meio dEle, acesso direto ao Pai. Embora seja uma imensa liberdade, não devemos entender como autonomia, pois Deus Pai quer que entendamos nossa completa dependência nEle.

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Ao instruir os Seus discípulos na véspera da Sua crucificação e eventual ascensão, Jesus reforçou a importância da oração; é uma coisa necessária para a vida em Cristo. Por meio da Palavra de Deus, Deus se comunica ao homem; pela oração nós nos comunicamos com Deus. Mas Deus já não sabe tudo que tem no nosso coração? Claro! A oração é uma disciplina que permite com que nós entendamos nossa completa dependência nEle, constantemente. Por isso em 1 Tessalonicenses 5.17, somos instruídos a orar “sem cessar” (ou “continuamente”, NVI). Se a oração bíblica for apenas uma repetição de rezas ou uma lista de pedidos, será que é possível fazermos isso sem cessar? Por isso temos que entender a oração como uma atitude de comunicação aberta com Deus; uma perspectiva que coloca a nossa vida constantemente diante de Deus, em todos os aspectos da oração.

Você tem uma visão completa da oração? Entende que a petição é apenas uma parte da oração? Quais são os elementos ensinados nas Escrituras que devemos observar na oração? Você os reconhece e os inclui na sua vida de oração?

Você tem uma prática constante de oração? A oração nem sempre flui naturalmente da nossa vida, especialmente quando estamos caminhando mais no mundo do que na Palavra de Deus. Você exerce a disciplina de uma vida de oração estruturada? Você segue uma agenda em volta de horários de trabalho, de escola, de eventos, de consultas e assim por diante; você tem feito o compromisso de incluir um tempo de oração na sua agenda, ou sua comunicação com Deus é reservada para tempos de grande tribulação ou para aquilo que sobrou do seu tempo depois das outras atividades?

Você tem uma vida que reflete dependência em Deus? Como falamos, a oração não é necessária para Deus—Ele nos conhece completamente. Nós precisamos da oração; é um exercício da nossa fé expressar os nossos pensamentos para um ser invisível que acreditamos existir, nos amar, nos salvar e nos querer bem. Você se acha suficiente para resolver seus problemas? Para viver em harmonia com o seu cônjuge? Para criar os seus filhos? Para o seu trabalho? Você demonstra sua dependência nEle pela oração?

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O assunto da oração é extenso, e certamente merecedor de muito estudo bíblico para amadurecer o cristão nessa área de comunicação com Deus. Abaixo vemos apenas seis elementos da oração que podemos praticar. Como já observamos, muitos cristãos focam apenas nos últimos dois elementos, só pedindo coisas para Deus. Use as informações abaixo para avaliar sua vida de oração e enxergar onde você pode refletir melhor o padrão bíblico para a oração. Lembre-se de que em todo momento a oração deve ser informada pelas Escrituras; são nelas que encontramos os ensinamentos acerca da oração.

Adoração. Quando Jesus ensinou Seus discípulos a orar, Ele começou com a frase “Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome” (Lc 11.2). É uma boa prática começar e fechar nossas orações com a exaltação de Deus e Sua grandeza. Você reconhece a Deus em suas orações? Ele é o foco da atenção? Como você poderia focar mais na adoração em sua oração?

Confissão. Certamente uma grande parte da nossa oração pessoal deveria ser reconhecimento, arrependimento e confissão dos nossos pecados. Não há condenação para aqueles que têm a justiça de Cristo, mas as Escrituras são claras acerca da necessidade de confissão dos pecados. Você entra na presença de Deus colocando sob o sangue de Cristo os seus pecados?

Agradecimento. Já falamos muitas vezes que a vacina contra o descontentamento é a gratidão. Quando lembramos de todas as coisas básicas que devemos à graça e à misericórdia de Deus, boa parte da nossa oração deveria ser apenas expressões de gratidão, até mesmo quando as coisas estão difíceis. Você é agradecido pelo que Deus tem lhe proporcionado? Reflete isso nas suas orações?

Cântico/Louvor. Esse talvez seja estranho para muitos, mas a Bíblia diz que salmos, hinos e cânticos espirituais fazem parte do nosso ensino, adoração e oração (Cl 3.15-17). Você usa música, cânticos ou hinos para louvar a Deus em sua oração?

Intercessão. Há dois grandes mandamentos pelos quais obedecemos e glorificamos a Deus: amar a Deus e amar ao próximo. Na intercessão, oramos pelos outros, tanto cristãos que necessitam da nossa oração em seu favor como não salvos que pedimos a Deus para salvar. Sua oração reflete o amor outrocêntrico por meio da intercessão?

Petição. “Ah, finalmente, agora posso pedir o que quero!” Na verdade até nossas petições devem ser filtradas pela vontade de Deus, e no nome de Jesus. Tiago adverte que muitas vezes não temos porque não pedimos; outras vezes porque pedimos pelos motivos egoístas, errados. Aquilo que você pede para Deus é bíblico?

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Dia 1

João 16.16-33

Dia 2

Lucas 11.1-13

Dia 3

Mateus 6.5-18

Dia 4

Salmo 1.1-6

Dia 5

Colossenses 1.3-12

Dia 6

Tiago 4.1-10

Dia 7

Salmo 139.1-24

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