O Mundo Odeia Cristo (2): Por que o Mundo Odeia Cristo?

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Na noite em que foi traído, Jesus disse aos onze discípulos, “Se o mundo os odeia, tenham em mente que antes odiou a mim”. Sua afirmação presume que o mundo já O odeia, e portanto certamente odiará os Seus discípulos. Neste domingo, na segunda mensagem da minissérie “O Mundo Odeia Cristo”, examinamos o discurso de Jesus em João 15.18-25 para entender por que o mundo O odeia. Convém lembrar que o “mundo” nesse caso fala de todos aqueles cuja cosmovisão se opõe a Deus. Nesse sentido, o discípulo de Jesus está no mundo (localidade), mas não faz parte do “mundo” (ideologia).

É justamente essa a primeira distinção que vimos ao responder à pergunta, “Por que o mundo odeia o discípulo de Cristo?” Odeia o discípulo porque ele é diferente: não pertence ao mundo, pois foi escolhido por Jesus, portanto não se conforma aos padrões esperados pela sociedade e cultura. Essa diferença é real e essencial, não é um hábito externo de vestir roupas diferentes, falar “evangeliquês” e agir como “crente”. Por outro lado também não é o cristianismo oculto que vemos atualmente, que dificilmente se distingue do pensamento e das práticas do mundo. Há uma verdadeira diferença espiritual—pela fé, Deus nos faz nascer de novo, novas criaturas, vivendo vida nova—uma diferença que identifica o cristão com o nome de Jesus. O fato é que o discípulo verdadeiro de Cristo será odiado porque o mundo odeia Jesus Cristo.

Mas por que o mundo odeia Cristo? Lembramos que, quando questionado pelos judeus, Jesus apelou a cinco testemunhas que testificavam a Seu respeito diante deles: Ele mesmo, João o Batista, Suas obras, Deus Pai e as Escrituras (João 5.31-47). No texto da mensagem, Ele explicou que o mundo O odeia porque Suas palavras e Suas obras expõem o pecado do mundo; deixa as pessoas sem desculpa pelos seus pecados. E, como Jesus disse a Nicodemos, o mundo rejeita a Luz do Mundo porque amam as trevas e praticam o mal; temem que suas obras más serão expostas pela luz (João 3.18-20). Isso tudo provém do fato que não creem em Deus, portanto não creem no filho. Não conhecem o Pai e também O odeiam. Por isso o mundo odeia Cristo.

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O ódio do mundo contra os discípulos se manifesta de formas diferentes em eras e culturas diferentes. Certamente, aqueles discípulos sentiram o ódio do mundo nas perseguições que passaram nos primeiros três séculos da igreja primitiva. Examinaremos mais sobre isso na próxima mensagem da minissérie.

Será que podemos observar esse tipo de ódio no Brasil do século XXI? O mundo odeia os cristãos porque representam Cristo, ou porque são charlatões, hipócritas, sensacionalistas, estranhos, cheios de soberba e justiça própria? Se o mundo nos odeia, odeia porque odeiam a Cristo, ou porque somos seres humanos odiosos? Como podemos ter certeza que estamos sendo perseguidos pelos motivos corretos?

O verdadeiro discípulo será perseguido porque é diferente devido à sua forte identificação com Cristo.

Você é realmente diferente? Como observamos, a diferença na vida do cristão não pode ser apenas comportamental. Se pudéssemos apenas mudar comportamentos e chegar à santidade, não precisaríamos da morte de Cristo.  A diferença está fluindo da sua fé em Jesus Cristo, para a glória de Deus Pai?

Você ama a Deus, ou ao mundo? Há muito amor pelo mundo no cristianismo atual. Mesmo com textos claros sobre a impossibilidade de servir a Deus e ao dinheiro (Mt 6.24), há muitos cristãos que se empenham mais para ganhar dinheiro do que trabalham para o reino de Deus. Onde está o seu coração?

O verdadeiro discípulo que se identifica com Cristo irá expor o pecado do mundo. Convém sermos sábios quanto a esse ponto. O cristão não foi apontado para ser o fiscal espiritual da alma alheia. Não estamos falando de fofoca, nem de ter um canal no YouTube para falar dos pecados dos outros. Mas, à medida que refletimos Cristo, a Sua luz naturalmente manifestará o pecado do mundo.

Por meio da Sua Palavra. Você é fiel estudante da Palavra de Jesus? Procura entender e ensiná-la para as pessoas à sua volta? Isso terá um efeito negativo para aqueles que amam as suas obras más, pois temem ser expostos.

Por meio da Sua Obra. Ao falarmos do ministério de Jesus e da Sua deidade manifestada nos Seus milagres, e certamente na Sua crucificação e ressurreição, deixaremos clara a responsabilidade que cada pessoa tem pelo seu próprio pecado. Sua vida reflete isso?

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Nós usamos bastante o seguinte diagrama para entender a dinâmica de Mt 12.34, “a boca fala do que está cheio o coração”. Se entendermos o que Bíblia ensina acerca do relacionamento entre nossos comportamentos, sentimentos e desejos, coração e crença, teremos mais facilidade em viver a vida que agrada a Deus, da forma que agrada a Deus.

Qual é o ponto de partida da sua identificação com Cristo? Use o seguinte guia para avaliar como você enxerga a sua identidade em Cristo. O alvo de Deus na igreja é “que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo. O propósito é que não sejamos mais como crianças, levados de um lado para outro pelas ondas, nem jogados para cá e para lá por todo vento de doutrina e pela astúcia e esperteza de homens que induzem ao erro” (Ef 4.13, 14).

Nível Comportamental. Identificação a partir deste nível descreve aquela pessoa cuja espiritualidade se limita às suas atitudes e ações. Se perguntarem sobre sua salvação, citará afiliação a uma igreja ou experiência de batismo. Para essa pessoa, o agradar a Deus depende da sua obediência ou desobediência as normas bíblicas ou apenas às tradições e aos costumes dos homens. Essa pessoa pensa que é cristã porque age como cristão. (Ninguém pode ser salvo pelas obras, mas um cristão imaturo pode viver nesse nível por falta de conhecimento da Sua vida em Cristo.)

Nível Sentimental. A pessoa que se identifica a partir deste nível depende das suas emoções para entender se está bem ou não com Deus. Enquanto tiver experiências que fazem ela “se sentir próxima a Deus”, pensará que está agradando a Deus. Essa pessoa tende a sofrer quando passa por dificuldades, pois pensa que Deus promete uma euforia constante. Essas pessoas tendem a mudar de igreja com frequência ou ter uma afiliação fraca com uma igreja específica, pois procuram sempre as igrejas ou eventos que levam a certo nível de sentimento. (Ninguém pode ser salvo pelos sentimentos, mas um cristão imaturo pode viver nesse nível por falta de conhecimento da Sua vida em Cristo.)

Nível Essencial. A verdadeira transformação e identificação do cristão parte deste nível, o nível da crença, ou fé. A Palavra diz claramente que a salvação vem de Deus “pela graça, por meio da fé” (Ef. 2.8). Isso surtirá efeito nos outros dois níveis, ou seja, “a boca falará da fé que está cheio o coração”. A pessoa que se identifica com Cristo nesse nível terá os sentimentos e os comportamentos norteados pela fé. Não dependerá de sentimentos positivos, nem confiará nas suas obras—saberá que é salva, pois acredita na Palavra de Deus acerca de Jesus.

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Dia 1

João 15.18-16.33

Dia 2

Efésios 4.1-32

Dia 3

João 5.31-47

Dia 4

João 3.1-21

Dia 5

Colossenses 2.1-23

Dia 6

Colossenses 3.1-25

Dia 7

Hebreus 11.1-40, esp. v. 6

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