A Videira Verdadeira (4): Permanecer para Amar

CLIQUE AQUI PARA VISUALIZAR O GUIA EM PDF.

ouvidos-atentos

Neste domingo, na nossa série “Podes Crer”, concluímos a minissérie “A Videira Verdadeira”. No discurso da videira, Jesus estava se identificando como a única e necessária fonte de vida espiritual para Seus discípulos. Observamos que Ele deu o mandamento de “permanecer” nEle devido ao fato que o discípulo é totalmente dependente da plenitude de Cristo, da mesma forma que os ramos dependem completamente da videira. O propósito de permanecer nEle é para frutificar, assim glorificando a Deus, como também amando a Deus e uns aos outros.

Vimos que o v. 16 oferece um bom resumo desse ensinamento de Jesus: “Vocês não me escolheram, mas eu os escolhi para irem e darem fruto, fruto que permaneça, a fim de que o Pai lhes conceda o que pedirem em meu nome. Este é o meu mandamento: amem-se uns aos outros”. O fato de os discípulos serem escolhidos fala da sua identidade em Cristo no plano soberano de Deus. Como Jesus havia falado para Nicodemos, salvação não é um ato humanamente possível—é necessário nascer “de cima” (Jo 3.3). Os discípulos foram escolhidos para um propósito: para que fossem frutíferos—para que produzissem atitudes e comportamentos resultantes de estarem em Cristo. Pela oração, demonstrariam que eram dependentes de Deus como fonte de tudo que necessitassem. Ao pedirem no nome de Jesus, demonstrariam que estavam alinhados com o propósito de Deus em Cristo. Finalmente, o plano de Deus é que fossem interdependentes, que amassem uns aos outros, demonstrando a mutualidade característica de uma vida em Cristo.

O modelo do nosso relacionamento com Cristo foi estabelecido pelo Seu relacionamento com Deus Pai. Vimos que os verdadeiros discípulos devem permanecer em Cristo pela obediência da mesma forma que o Filho obedece e permanece no Pai. O discípulo de Jesus tem uma nova característica: não é apenas servo, mas é chamado amigo, pois está por dentro do plano de Deus. Tudo que Jesus ouviu do Pai Ele compartilhou para que Seus discípulos tivessem uma alegria completa, e amassem uns aos outros.

coracoes-abertos

Vamos aplicar o que aprendemos essa semana à nossa vida espiritual. As declarações que lemos no texto de domingo foram direcionadas primeiramente aos 11 discípulos presentes naquele momento, mas nós podemos entender desse e outros textos, que Jesus estava oferecendo essas verdades para Seus futuros discípulos também. Será que vivemos essas verdades diariamente?

Se você está em Cristo (salvo pela graça de Deus, mediante a fé em Cristo Jesus), você pode ter certeza que:

Você foi Escolhido. Sua salvação não foi acidental; Deus tem um propósito para o qual Ele o salvou. Não devemos entrar em crise com esse tipo de linguagem, pois as Escrituras estão repletas do ensino que a salvação é unicamente e exclusivamente um ato de Deus. Essa é parte dEle. Qual é a nossa responsabilidade então? Crer em Jesus Cristo. A salvação é graça de Deus mediante a fé (Ef 2.8, 9). Você demonstra gratidão a Deus por Ele escolher você para fazer parte do Seu plano?

Você deve ser Frutífero. Convém repetir: não existe cristão infrutífero, nem descrente frutífero. Se você está em Cristo, o resultado natural dessa união é produzir fruto. Esse ensino não serve para atrapalhar a vida de cristãos, fazendo-os duvidar da sua salvação. Você não está vendo fruto evidente em sua vida? Está na hora de resolver se é ou não um discípulo de Cristo. Tem certeza da sua posição em Cristo? Está na hora de remover os empecilhos para o crescimento natural de fruto.

Você é totalmente Dependente de Deus Pai. Já avaliou a sua vida de oração para ver como se compara com o conceito bíblico? A questão não é que não podemos fazer pedidos a Deus; a questão é qual é a nossa motivação. Você está orando da mesma forma e pelos mesmos motivos que Jesus? Como sua vida de oração poderia se adequar mais ao modelo que Ele nos deixou?

Você é Interdependente de outros discípulos. Da mesma forma que não existe crente infrutífero, não existe crente “lobo solitário”. Deus constituiu um corpo, portanto precisamos viver nele, tanto para o nosso bem como para o bem dos outros. Você ama e pratica os mandamentos de mutualidade que são prescritas na Bíblia? Obedecê-las é fruto de uma vida em Cristo.

maos-estendidas

Vamos colocar em prática o que aprendemos esta semana.

Como vimos no domingo, Deus revelou em outros textos bíblicos o significado prático de “amar uns aos outros”. São os chamados mandamentos de mutualidade. Leia a lista abaixo, consulte os textos relacionados, e avalie o quanto sua vida está obediente a estes mandamentos, especialmente na igreja local.

Viver em paz uns com os outros Marcos 9.50

Ter harmonia uns com os outros Romanos 12.16

Amar uns aos outros Jo 13.34, 35; 15.12, 17; Rm 13.18; 1 Pe 1.22

Não julgar uns aos outros Rm 14.13

Aceitar uns aos outros Rm 15.7

Servir uns aos outros Gálatas 5.13

Suportar/Apoiar uns aos outros Gl 6.2

Não mentir/falar a verdade uns aos outros Efésios 4.25

Ser bondoso uns aos outros Ef 4.32

Sujeitar-se uns aos outros Ef 5.21

Não mentir uns aos outros Colossenses 3.9

Consolar uns aos outros 1 Tessalonicenses. 4.18

Exortar e Edificar uns aos outros 1 Ts 5.11

Não retribuir mal com mal/retribuir com o bem 1 Ts 5.15

Não falar mal uns dos outros Tiago 4.11

Não queixar-se uns dos outros Tg 5.9

Confessar pecados uns aos outros Tg 5.16

Ter humildade uns com os outros 1 Pedro 5.5

Quais são os empecilhos para a obediência desses mandamentos na sua vida dentro do contexto da igreja local? Que medidas está tomando para removê-los?

mentes-ocupadas

Dia 1

1 João 4.7-21

Dia 2

Mc 9.50; Jo 13.34, 35; 15.12, 17;
Rm 12.16; 13.18; 1 Pe 1.22

Dia 3

Rm 14.13; 15.17, Gl 5.13

Dia 4

Gl 6.2; Ef 4.25, 32

Dia 5

Ef 5.21; Cl 3.9; 1 Ts 4.18

Dia 6

1 Ts 5.11, 15; Tg 4.11

Dia 7

Tg 5.9, 16; 1 Pe 5.5

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *