A Videira Verdadeira (1): A Videira na História Judaica

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Neste domingo voltamos à nossa macrossérie, “Podes Crer”, um estudo do evangelho de João, dando início a uma nova minissérie, “A Videira Verdadeira”. Tendo concluído o seu discurso no cenáculo, Jesus falou, “Levantem-se, vamo-nos daqui” (14.31) indicando que o Seu próximo discurso ocorreu enquanto caminhavam rumo a Getsêmani. Jesus começou o Seu discurso da videira com a seguinte afirmação: “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que, estando em mim, não dá fruto, ele corta; e todo que dá fruto ele poda, para que dê mais fruto ainda. Vocês já estão limpos, pela palavra que lhes tenho falado” (15.1-3).

Vimos que essa sétima e última declaração de “Eu Sou” do evangelho segue um padrão, onde Jesus contextualizou as metáforas que Ele usou para revelar os diferentes aspectos da Sua pessoa e deidade. A escolha da ilustração da videira pode indicar um contexto imediato—possivelmente passavam por uma vinha naquele momento—mas certamente vem carregada de significado histórico e bíblico para a nação de Israel. Por isso, antes de entrarmos no estudo do discurso da videira, estabelecemos um pano de fundo de textos bíblicos que demonstram a importância desse retrato para o povo de Israel.

Observamos que a vinha foi usada no Velho Testamento para retratar o relacionamento de Deus com Israel (Sl 80.8-19; Is 5.1-7). Em ambos os textos, enxergamos uma fase de cuidado, onde a videira é preparada com grande carinho, e uma fase de juízo, onde a vinha é destruída na repreensão de Deus (Sl 80.16) por não produzir os frutos bons que Deus procurava (Is 5.2-6). Examinamos alguns textos do Novo Testamento que utilizaram a imagem da vinha e de bons frutos para indicar uma transição na atitude de Deus em relação a Israel. João o Batista avisou que precisava mostrar frutos dignos do arrependimento (Lc 3.7-9). Em várias ocasiões Jesus usou o retrato para denunciar a liderança religiosa (Mt 21.33-46), avisar a respeito de falsos profetas (Mt 7.15-20) e avisar o perigo eminente à nação toda (Lc 13.6-8).

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Vimos na mensagem de domingo, por meio dos textos que estudamos, que Deus já havia criado um contexto todo na história de Israel, nas Escrituras e até na própria história de Cristo, para a declaração de Jesus, “Eu sou a videira verdadeira”. 

Falamos que esse conhecimento:

Deve nos estimular a sermos melhores conhecedores das riquezas da Palavra de Deus.

Quando você lê a sua Bíblia, você considera o contexto bíblico e as possíveis ligações que existem com outros textos bíblicos? Procura ver indicações dentro do próprio texto que apontam para outras passagens? Enxerga como ser conhecedor da Palavra abre as portas para um entendimento mais profundo da mensagem de Deus para você?

Deve nos motivar a entender como as pessoas da antiguidade se encaixaram no plano eterno de Deus.

As pessoas da Bíblia viveram em outro tempo e outra cultura, mas espiritualmente são bem parecidas conosco. Você procura entender as histórias e ensinamentos bíblicos da perspectiva daquelas pessoas que viviam aqueles momentos?

Deve nos motivar a entender como nós nos encaixamos no plano eterno de Deus.

Nossa vida também não existe sem contexto. Muitas vezes limitamos o nosso pensamento e consideramos apenas o contexto imediato da nossa curta história no planeta. Você procura entender o que Deus diz sobre sua história no contexto da história dEle?

Deve nos levar a agradecer e glorificar a Deus por abrir o convite a todas as nações, não por meio de Israel, mas por Jesus Cristo.

Ainda vamos estudar a mensagem da videira em si, mas você já consegue ver como esse retrato da vinha é tão importante para Deus? A vinha era um retrato de Israel, mas agora temos um novo retrato: Jesus como a videira verdadeira! E nós, gentios, devemos glorificar a Deus por termos um lugar nessa Videira!

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Em cada texto que estudamos, Deus usou a agricultura como retrato para dar uma mensagem ao Seu povo. Em cada texto, o público alvo era o povo de Israel, mas podemos extrair princípios fundamentais que servem para uma aplicação prática em nossa vida.

Leia Salmo 80.8-19; Isaías 5.1-7; Lucas 3.7-9; 13.6-8; e Mateus 7.15-20; 21.33-46.

Que papel ou função Deus serve em cada texto? Que impacto prático esse retrato de Deus tem em sua vida? Que papel Ele exerce na sua vida diária? Na provisão do “pão de cada dia”? Na sua proteção? No seu sofrimento? Na sua abundância? Na sua escassez?

Qual o propósito da vinha (ou árvore) em cada texto? O que Deus espera que aconteça com a vinha ou a árvore que Ele plantou? Há alguma expectativa de Deus para a nossa vida? Que outros textos você poderia usar para demonstrar essa expectativa de Deus para o cristão?

Que tipos de problemas aparecem em cada texto? Qual é a grande queixa de Deus o agricultor na maioria dos textos? Por que essa questão é tão importante para Deus? Pode acontecer em sua vida também? Como esse problema pode se manifestar em nossa vida?

Quais são as consequências vistas em cada texto? Quais textos tem consequências semelhantes? Quais são diferentes? Por quê? Tem algum texto que oferece uma saída ou forma de evitar as consequências? O que podemos aprender nessas situações?

Leia João 15.1-17

Como o retrato muda com a nova declaração de Jesus? Quais são as semelhanças entre este texto e os retratos anteriores? O que está diferente? Qual impacto disso na sua vida atual?

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Dia 1

João 15.1-17

Dia 2

Salmo 80.1-19

Dia 3

Isaías 5.1-7

Dia 4

Lucas 3.1-14

Dia 5

Lucas 13.1-9

Dia 6

Mateus 21.18-46

Dia 7

Mateus 7.15-29

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