Abri! Colossenses (5): A Prática do Evangelho

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Neste domingo concluímos a minissérie Abri! Colossenses, assim encerrando o nosso primeiro mês de Abriu? na IBABI. Nessa quinta e última mensagem estudamos o impacto prático do evangelho na vida do cristão por meio das instruções e saudações finais de Paulo aos colossenses.

Ao finalizar sua carta, Paulo é bastante pessoal, mencionando dez pessoas pelo nome. Vimos que, além de Justo e Ninfa, todos aparecem em outros textos bíblicos como companheiros na trajetória missionária de Paulo. Poderíamos pensar, “Mas o que essas pessoas do primeiro século tem a ver comigo? Como posso usar as instruções de Paulo para pessoas desconhecidas no meu dia a dia?” Esse é um dos aspectos mais impressionantes das Escrituras: ao revelar-se ao homem, Deus usou as histórias de seres humanos no seu contexto humano para demonstrar a praticidade da mensagem do evangelho. Se tivéssemos apenas a história de Jesus, talvez chegaríamos a conclusão de que a vida em Cristo é um alvo inatingível, pois quem consegue imitar o Deus-Homem? Mas ao vermos pessoas comuns, transformadas pelo evangelho, demonstrando fé em Cristo, amor pelos santos e alicerçados na esperança da vida eterna nEle, nós vemos como o Evangelho é acessível e prático.

Paulo dá duas instruções gerais aos colossenses antes de finalizar sua carta com instruções para pessoas específicas (4.2-6). Primeiro, ele demonstra a importância da oração. Há muito que podemos falar sobre a oração, mas ressaltamos três aspectos a partir do texto. O apóstolo exorta os colossenses à perseverança na oração. Eles devem se dedicar à oração, demonstrando prontidão na sua dependência em Deus. Como Jesus no Getsêmani (Mt 26.41), ele ordena a vigilância. O cristão deve viver alerta para os impulsos da carne (Cl 2.23). Por final, ele volta ao tema de gratidão. Nossa vacina contra o descontentamento e insatisfação é entender, constantemente, que Deus é a fonte de tudo que temos, e agradecermos a Ele por isso. A segunda parte da sua instrução é a respeito de sabedoria no nosso procedimento quanto às pessoas descrentes. Se vamos ser eficientes com o nosso tempo, temos que ser conhecedores de Cristo, assim aproveitando ao máximo todas as oportunidades para fazer o evangelho atraente, comunicando a verdade de forma agradável.

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Considere os princípios e as verdades bíblicas ensinadas por Paulo nessas poucas frases no final da sua carta. Será que estamos vivendo essas verdades?

Na oração:

Perseverança. Muitos diriam que oram constantemente. Mas a perseverança e persistência bíblica não são esforços egoístas, mas expressões de completa dependência em Deus. Você está lembrando, constantemente, de colocar diante de Deus as suas petições?

Vigilância. O nosso espírito deseja servir a Deus, mas a nossa carne é fraca (Mt 26.41). Como podemos combater isso? Que perigos, internos e externos, podem prejudicar a nossa vida em Cristo?

Agradecimento. Você luta com negatividade, insatisfação ou descontentamento? Sabia que essas coisas são sintomas de um coração ingrato? Você considera como até as coisas difíceis da vida são dádiva de Deus? Seja agradecido!

No evangelismo (nossa conduta com pessoas não-salvas):

Sábios. Um aspecto dessa sabedoria com pessoas descrentes é reconhecer que elas não veem o mundo pela mesma lente que o cristão. Será que elas entenderão o nosso “evangeliquês”? Como podemos abordar a verdade de forma mais relevante, sem perder a mensagem essencial do evangelho?

Eficientes. Oportunidades não nos faltam. Por que, então, não falamos mais de Cristo para as pessoas à nossa volta? Por que não aproveitamos “ao máximo” essas oportunidades?

Agradáveis. Isso significa que devemos só falar coisas que agradam aos ouvidos? Como a sua fala pode ser agradável e verdadeira? Quem precisamos considerar acima do nosso próprio interesse para sermos agradáveis na nossa fala? (Obs.: essa pergunta tem duas respostas.)

Atraentes. Sua fala é “temperada com sal”? Gera sede pela palavra? É pura, e traz pureza à situação? Dá gosto pela verdade bíblica?

Conhecedores. Como podemos dar resposta se não temos o pleno conhecimento de Cristo (Cl 1.9; 2.2)? E como podemos conhecer a Cristo sem a Sua Palavra?

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Você leu Colossenses diariamente esse mês? Parabéns! Se você não leu, considere: Deus oferece um plano “Vivo” para cada ser humano, todo santo dia: Você está vivo? Então você tem um pacote de 1.440 minutos diários para gastar como quiser. O saldo não passa de um dia para outro; tem que utilizar cada minuto com o máximo de eficiência ou ele será subutilizado, ou pior, desperdiçado. Se você é salvo, então, em Cristo, também recebe um plano de dados ilimitado, com uma conexão instantânea à fonte infinita de toda sabedoria. Para acessar essa fonte, basta orar. Para conhecer e entender a sabedoria revelada para a vida e piedade, é necessário conhecer a Cristo. Para conhecer a Cristo, é necessário conhecer a Sua Palavra.

Agora, a pergunta que não cala é: O que o impediu de usar 15 desses 1.440 minutos diários (apenas 1%!) para ler uma carta que revela tantas verdades sobre Jesus Cristo?

Entenda bem, o intuito dessa pergunta não é gerar um sentimento de culpa (subjetiva). É uma pergunta incisiva e talvez inconvenientemente intrusiva, feita para despertar em cada leitor um senso de responsabilidade e prestação de contas pela mordomia confiada em nossas mãos: o tempo nosso de cada dia.

A tarefa dessa semana é colocar em prática apenas alguns versículos do final da carta aos colossenses:

Avalie sua oração a partir do texto de Cl 4.2-4. Numa folha, escreva perseverançavigilância e agradecimento, deixando um espaço entre cada item. Abaixo de cada palavra, aliste formas práticas e concretas de estimular essa qualidade na sua vida de oração. Determine colocá-las em prática a partir de hoje.

Avalie seu evangelismo em termos de sua conduta para “os de fora” (Cl 4.5, 6). Numa folha, escreva sabedoriaeficiência, agradabilidade, atratividade e conhecimento, deixando um espaço entre cada item. Sob cada palavra, aliste formas práticas e concretas de demonstrar essa qualidade nas situações do cotidiano que envolvem pessoas descrentes. Determine que “será sábio no procedimento para com os de fora; aproveitando ao máximo todas as oportunidades. Que o seu falar será sempre agradável e temperado com sal, para que saiba como responder a cada um”.

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Dia 1

Lucas 18.1-8

Dia 2

Mateus 26.36-46

Dia 3

Efésios 5.1-21

Dia 4

Lucas 11.1-13

Dia 5

Salmo 9.1-20

Dia 6

Salmo 100.1-5

Dia 7

João 15.1-27

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