O Cenáculo (5): A Paz de Cristo.

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Neste domingo concluímos a minissérie “O Cenáculo” onde estudamos o discurso de Jesus aos Seus discípulos antes de ser traído, preso, e crucificado (Jo 13.31-14.31). Lembrando que o discurso todo se concentra na glorificação de Jesus (Sua morte, ressurreição e ascensão), examinamos apenas um versículo no qual Jesus prometeu Sua paz aos Seus discípulos: “Deixo-lhes a paz; a minha paz lhes dou. Não a dou como o mundo a dá. Não se perturbe o seu coração, nem tenham medo” (Jo 14.27).

Estudamos essa paz a partir de uma definição sugerida pelo pastor e autor John MacArthur, onde observamos dois aspectos da paz. Primeiro, entendemos das Escrituras que existe a paz com Deus, uma realidade objetiva, que não vem de nós e que nós não experimentamos, mesmo que seja concedida a nós em Cristo. Essa é a paz descrita em Romanos 5, onde Paulo explica que, “sendo justificados pela fé, temos paz com Deus” (v. 1). É uma paz necessária, pois no nosso estado natural somos pecadores e por isso inimigos de Deus. Pelo Seu sangue, Jesus nos justificou (v. 9), e estabeleceu a paz entre Deus e o homem (Cl 1.20). Essa paz já foi alcançada, e está disponível a todo aquele que nEle crê.

A Bíblia também fala de uma paz subjetiva, algo dentro de nós, que pode ser experimentada, a paz de Deus. Vimos que essa paz é inseparavelmente ligada à paz com Deus, pois sem o entendimento da paz estabelecida em Cristo não há verdadeira paz experiencial. Jesus até fez a distinção quando falou que Sua paz não é a mesma paz que o mundo dá. A paz do mundo quer estabelecer a sensação de paz (subjetiva) sem garantir a paz de fato (objetiva). Em Filipenses, Paulo diz que teremos a paz de Deus quando confiamos nEle, colocando diante dEle nossas ansiedades em oração (4.6, 7). Quer ter paz em sua vida? Você, cristão, já tem paz! A paz com Deus foi estabelecida pelo sangue de Jesus, portanto é possível experimentar a paz de Deus em sua vida.

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Para aplicar o que aprendemos sobre as obras à nossa vida espiritual, podemos examinar o que Jesus disse em três partes:

“Deixo-lhes a paz; a minha paz lhes dou”. 

Como explicamos na seção anterior, podemos entender essa paz de duas formas. Cristão, pela fé você foi já declarado justo pelo sangue de Jesus ao aceitá-Lo como Seu Salvador. Você tem paz com Deus! Essa paz lhe dá acesso à paz de Deus para guardar seu coração e sua mente (Fp 4.6 ,7). A pergunta pertinente é: você experimenta a paz de Deus em sua vida?

“Não a dou como o mundo a dá”. 

Se um Cristão não experimenta a paz de Deus, é certamente porque não entende a diferença entre a paz de Deus e a paz do mundo. A paz de Deus não é a ausência de conflitos e problemas ou sentimentos ruins; é a constante presença de Deus em meio aos conflitos e problemas. É a presença dEle que permite buscar a paz quando é humanamente impossível. Você está acreditando e encarando a definição real da paz encontrada na Bíblia? Ou, como muitos, prefere viver uma fantasia inventada pelos homens?

“Não se perturbe o seu coração, nem tenham medo”.

Se Jesus deu a paz aos Seus seguidores, por que também deu essa ordem de não se perturbar e não ter medo? Os sentimentos de medo e ansiedade são naturais aos homens—em alguns casos são até mecanismos que nos avisam de perigos reais. Os discípulos estavam prestes a passar por dias difíceis após a morte de Jesus. A mensagem dEle era que não podiam ser dominados pela perturbação do coração ou pelo medo. Você é dominado por alguma ansiedade ou medo? Confie em Deus; foi Ele que estabeleceu a paz em Cristo.

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Como o cristão pode experimentar a paz de Deus diariamente num mundo abarrotado de conflitos e problemas? 

O mundo está numa constante busca pela paz. Como vimos na definição do dicionário, a busca é pela cessação dos conflitos ou pela ausência de perturbações. Ao mesmo tempo o mundo não é capaz de oferecer essa paz de forma objetiva em nenhum lugar no planeta. O mundo prescreve o pensamento positivo, mas esse pensamento é uma fantasia: tenta criar uma realidade virtual positiva na mente que bate de frente com a realidade concreta negativa do mundo em que vivemos.

O interessante é que a prescrição bíblica para a paz também é voltada ao pensamento, mas o pensamento bíblico não é uma fantasia; está firmada e alicerçada num Deus absoluto e verdadeiro, o Deus de paz. Aos judeus, o profeta Isaías afirmou: “Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti” (Is 26.3). Quando juntamos isso às palavras de Paulo aos Filipenses, temos a receita para o pensamento bíblico: “Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas. Tudo o que vocês aprenderam, receberam, ouviram e viram em mim, ponham-no em prática. E o Deus da paz estará com vocês” (Fp 4.8, 9).

  • Pense nessas coisas! Esses pensamentos não se formam num vácuo. Estude sua Bíblia e medite nas qualidades do caráter de Deus. Cerque-se de coisas que estimulam o seu amor por Deus.
  • Pratique essas coisas! Tendo estudado a Palavra de Deus, ponha em prática. O texto promete paz ao praticante da Palavra.

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Dia 1

João 14.1-31

Dia 2

Colossenses 1.15-23

Dia 3

Filipenses 4.4-9

Dia 4

Romanos 5.1-11

Dia 5

Romanos 15.7-13

Dia 6

Isaías 26.1-4

Dia 7

Salmo 91.1-16

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