É ou Não É? (As Marcas de Um Verdadeiro Discípulo): A Máscara de um Falso Discípulo (1)

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Neste domingo, na continuação da nossa série de estudos do evangelho de João (Podes Crer), iniciamos uma minissérie em duas partes, “É ou Não É?: As Marcas do Verdadeiro Discípulo”. Nestas duas mensagens examinaremos o contraste entre o falso e o verdadeiro discípulo de Jesus. O texto de João 13 trata dos momentos de Jesus após retirar-se do ministério público (12.36) para ensinar os seus discípulos em particular.

Vimos que durante a ceia, ele se despiu das suas vestes e tomou a bacia e a toalha do servo para lavar os pés dos seus discípulos, assim estabelecendo um exemplo de serviço para os seus seguidores. Ao longo do capítulo, João indica que a traição de Judas está próxima (vv. 2, 10, 11, 18), mas no versículo 21, Jesus declarou abertamente que havia um traidor no meio deles. A reação dos discípulos demonstrou que o falso discípulo nem sempre é evidente para os verdadeiros discípulos. Eles agiram conforme a natureza humana: duvidaram de si mesmos, e desconfiaram um dos outros. Por que eles não souberam de cara quem era o traidor? Porque muitas vezes o falso discípulo age de uma forma muito parecida com o verdadeiro discípulo. Essa é a máscara do falso discípulo; tem toda a aparência do verdadeiro: tem um momento de “conversão”; caminha com o Mestre; pode até ministrar como os verdadeiros seguidores; e adota a fala dos crentes verdadeiros. De fato, o coração do ser humano é tão traiçoeiro (Je 17.9) que até mesmo o falso discípulo engana a si mesmo! Se convence de que as suas ações provêm de um coração regenerado, quando na verdade não é. O pastor Matt Chandler disse recentemente que um dos grandes desafios de trabalhar numa região historicamente cristã (dos EUA, mas vale para o Brasil) é que: “pessoas não são de fato cristãs, mas pensam que são”.

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Mas por que pregar uma mensagem dessa numa igreja? Porque textos como esse servem para avisar justamente as pessoas que se acham seguras, mas de fato nem são salvas! Lembre-se de que os discípulos não só duvidaram um do outro, mas questionaram a sua própria fé—“será que sou eu?”

A intenção não é de fazer o salvo duvidar da sua salvação, mas despertar o falso discípulo a examinar-se e colocar sua fé somente em Jesus.

Precisamos entender duas verdades bíblicas acerca disso: Existem pessoas não-salvas que andam no meio cristão com toda a roupagem de crente, e muitas delas não desconfiam que não são salvas!

Estas verdades não se baseiam apenas no exemplo de Judas que, afinal, foi um caso especial.

Leia Mateus 13.24-30 

O joio é uma grama que se parece muito com trigo quando está verde, mas no ponto de colheita, é nitidamente diferente.

Esta parábola ensina que Deus retira o joio ao passo que ela é semeada, ou no final, no tempo da colheita? Qual é a implicação, se o trigo representa o salvo e o joio o não-salvo?

Leia Mateus 7.21-23

As pessoas chamam Jesus do quê? Isso indica que achavam que ele era importante?

Elas fizeram o que no nome dele? Ou seja, elas achavam que estavam o servindo ou não?

Mas o que ele diz para elas? Mas por quê? A chave do entendimento está no v. 21. Quem entra no reino dos céus? Então podemos concluir que estas pessoas, por mais bem-intencionadas, não estavam fazendo a vontade de Deus!

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O perigo aqui não é a perda da salvação; é colocar sua fé em algo além de Cristo somente e achar que a fé é válida. É “não ser de fato cristão, mas pensar que é”.

Aqui estão alguns textos bíblicos que servem como indicadores de uma fé verdadeira. Use-os para avaliar a sua vida, e para estimular outras pessoas a fazer o mesmo em sua vida.

A fé verdadeira é somente em Cristo.

Você crê em Cristo? Existem muitas pessoas que responderiam prontamente, “Sim!” Mas, ao avaliar o seu sistema de crença, ficaria evidente que sua fé não está verdadeiramente em Jesus Cristo como se apresenta na Bíblia (um Cristo falso), ou há algo acrescentado a sua fé (um Cristo fraco).

A fé verdadeira produz o fruto do Espírito. 

Gl 5.19-26 tem um contraste muito forte entre as obras da carne e o fruto do Espírito. O termo fruto implica o produto natural de um coração espiritualmente saudável. Quais destas características estão fluindo naturalmente do seu relacionamento com Cristo e a presença do Espírito? Que empecilhos precisam ser removidos para que possam crescer naturalmente em sua vida?

A fé verdadeira produz ação verdadeira. 

Obras não nos salvam (Ef 2.8, 9), mas servem como indicadores de um coração regenerado (Tg 2.18). Lembrando sempre de que o falso discípulo também pode fazer obras convincentes (exemplo de Judas), avalie os comportamentos da sua vida que apontam para um coração regenerado.

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Dia 1

João 13.1-20

Dia 2

João 13.21-35

Dia 3

Mateus 12.24-30

Dia 4

Mateus 7.21-29

Dia 5

Tiago 2.15-26

Dia 6

Gálatas 5.19-26

Dia 7

2 Pedro 1.1-11 (esp. v 10)

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