Vivendo a Mordomia (3): Fidelidade com o que pertence aos outros.

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OUVIDOS ATENTOS

Neste domingo concluímos a minissérie em três partes, “Vivendo a Mordomia”, na qual estudamos princípios bíblicos de fidelidade, responsabilidade e prestação de contas. Usamos como pensamento principal a frase do apóstolo Paulo, “o que se requer nos despenseiros é que cada um seja encontrado fiel” (1 Co 4.2). Nos norteamos pelo esboço dos princípios de Lucas 16.10-13: Fidelidade 1) nas coisas pequenas; 2) com o dinheiro; 3) com o que pertence aos outros; e, sempre, 4) fidelidade a Deus.

Na mensagem de domingo, “fidelidade com o que pertence aos outros”, examinamos o texto de Lucas 12.13-34. Usando uma pergunta sobre a divisão de uma herança como gancho, Jesus ensinou vários princípios relacionados às coisas que nós acumulamos e valorizamos nesta vida. Primeiro, Ele enfatizou por meio de uma parábola que nossa vida não consiste na quantidade dos nossos bens. A parábola ilustra bem os princípios ensinados em Ec 2.18-24, onde o sábio expressa sua frustração pelo fato que todo seu trabalho fica para alguém que não se esforçou por aquilo, e que pode ser tanto sábio ou tolo com os pertences que acumulou. Acumular riquezas não é a prioridade de um seguidor de Jesus Cristo. Por isso, nossa vida não deve se perder na preocupação: as nossas necessidades básicas (no versículo, comida e roupa) são coisas das quais Deus promete cuidar. Nós não podemos alterar isso pela preocupação, então devemos confiar nas mãos dEle. As nossas prioridades são a bússola que aponta para o nosso “norte”, o nosso tesouro, e nossa vida deve focar no tesouro verdadeiro, que não se corrompe, pois está em Deus, e com Deus. O nosso tesouro (o que valorizamos, ou às vezes idolatramos) aponta para onde está a verdadeira inclinação do nosso coração. Chegamos à conclusão que a nossa fidelidade com o que pertence aos outros é relevante a toda nossa vida, pois nada realmente nos pertence: pertence a Deus, ou, pelo serviço, aos outros.

CORAÇÕES ABERTOS

Na mensagem de domingo colocamos estas ideias no contexto dos dois grandes mandamentos da Bíblia. Em Mateus 22.36-40, Jesus ensinou que, para cumprir o nosso propósito fundamental de glorificar a Deus, devemos amar a Deus de todo o nosso coração, de toda a nossa alma e de todas as nossas forças (Dt 6.5) e amar o nosso próximo como a nós mesmos (Lv 19.18). O pastor Matt Chandler fez uma observação interessante acerca destes mandamentos: não é interessante que Deus não começa com uma série de regras de conduta? Ele começa pelo o amor. Nós não temos dificuldade em fazer aquilo que amamos. É outra forma de dizer: onde estiver o nosso tesouro, ali também estará o nosso coração.

Será que o nosso “tesouro” aponta para estes dois mandamentos? Você consegue enxergar o que é realmente importante para você? Não o que você diz ser importante, mas para as prioridades reais que revelam o “tesouro” onde está o seu coração? Suas prioridades refletem, acima de qualquer outra coisa, um amor por Deus e um amor pelas outras pessoas?

Que importância você atribui aos bens materiais desta vida? Você está seguindo a linha do mundo de correr atrás de coisas? Está disposto a pecar (esquecer ou ignorar mandamentos e princípios bíblicos) para obter as coisas que você acha necessário nesta vida? Está disposto a pecar se não conseguir obtê-las? Esta disposição tem nome na Bíblia—é idolatria. Que bens materiais e necessidades você está disposto a renunciar por amor a Deus ou às outras pessoas?

Você dorme bem à noite? Você demonstra confiança em Deus para suprir suas necessidades básicas? O texto que lemos mencionou comida e roupas; que outras coisas seriam “necessidades”? A Bíblia tem uma definição diferente de necessidades daquela usada na sociedade. Qual é a diferença? Você tem o descanso da pessoa que confia que Deus está no controle?

MÃOS ESTENDIDAS

Usamos os ensinamentos de Lucas 12.13-34 para explicar melhor o princípio de fidelidade com o que pertence aos outros de Lucas 16.12. Chegamos à conclusão, que nada, de fato, nos pertence. Mesmo quando conquistamos algo “nosso” nesta vida (pertences, cônjuge, filhos, carreira), estas são apenas para esta vida. No último caso, tudo que passa pelas nossas mãos é como os “talentos” (dinheiro) da parábola de Mt 25—é algo que Deus nos confiou para investirmos por um tempo determinado para dar o maior retorno para a glória dEle.

“E se vocês não forem dignos de confiança em relação ao que é dos outros…” (Lc 16.12a). Aliste as coisas na sua vida que pertencem a outras pessoas, com as quais você deve demonstrar fidelidade.

“…quem lhes dará o que é de vocês?” (Lc 16.12b). Aliste as coisas que lhe pertencem. Considere quantas delas são suas justamente porque você foi fiel com algo que pertencia a outra pessoa.

“Uma pessoa só pode receber o que lhe é dado do céu” (Jo 3.27). Aliste aquelas coisas que você sempre considerou como sendo suas, mas que talvez você tenha que reconsiderar como pertencendo a Deus, e portanto classificar como mordomia—algo confiado em suas mãos por um determinado período de tempo.

“Cada um exerça o dom que recebeu para servir aos outros…” (1 Pe 4.10). Por fim, faça uma lista dos nomes das pessoas que você vê com frequência: família, amigos, colegas de trabalho ou escola, etc. Você já considerou estas pessoas pela lente da mordomia? Como você está servindo aos cristãos para sejam melhores discípulos de Cristo? Como você está servindo aos descrentes, para que creem no seu Senhor e Salvador e desfrutem da eternidade com Deus?

Use estas listas como guias de oração e ação, e sirva a Deus com fidelidade!

MENTES OCUPADAS

Dia 1

Lucas 16.1-13

Dia 2

Mateus 25.14-30

Dia 3

Eclesiastes 2.18-24

Dia 4

Lucas 12.13-34

Dia 5

1 Pedro 4:7-19

Dia 6

João 3.23-36

Dia 7

Lamentações 3.1-23

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