Vivendo a Mordomia (2): Fidelidade com o Dinheiro

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OUVIDOS ATENTOS

Neste domingo continuamos a minissérie em três partes, “Vivendo a Mordomia”, na qual estamos estudando princípios bíblicos de fidelidade, responsabilidade e prestação de contas. Usamos como pensamento principal a frase do apóstolo Paulo, “o que se requer nos despenseiros é que cada um seja encontrado fiel” (1 Co 4.2). Nos norteamos pelo esboço dos princípios de Lucas 16.10-13: 1 – Fidelidade nas coisas pequenas; 2 – fidelidade com o dinheiro; 3 – fidelidade com o que pertence aos outros; e, servindo de estrutura geral para todos os princípios, 4 – fidelidade a Deus.

Na mensagem de domingo, “fidelidade com o dinheiro”, examinamos a parábola dos talentos de Mateus 25.14-30. Neste parábola, Jesus compara o reino dos céus a um homem que partiu numa viagem, deixando três pessoas encarregadas de certos valores (“talento” era um valor monetário); um servo recebeu 5 talentos; outro, 2 talentos; o terceiro, apenas 1 talento. A história conta como cada um dos servos agiu com o dinheiro que lhe foi confiado. Quando o mestre voltou de viagem, pediu uma prestação de contas dos servos. O que recebeu 5 tinha investido o dinheiro, e devolveu os originais com mais 5 talentos que tinha ganhado. O que recebeu dois de forma igual, dobrou o dinheiro e devolveu 4 talentos. Ambos receberam a recompensa do mestre na forma de um elogio e mais responsabilidades confiadas a eles. Mas o terceiro servo, dizendo que temia o seu senhor, foi e enterrou o talento que recebeu, e devolveu o mesmo sem investir. Ele foi acusado de infidelidade e preguiça, e o seu talento foi retirado e entregue ao servo que tinha os dez talentos, pois demonstrou-se fiel.

Fizemos esta aplicação espiritual: os servos da história receberam um valor monetário para investir; nós consideramos não só o dinheiro que temos, mas todos os talentos, as habilidades e oportunidades, como também as “coisas pequenas” da primeira mensagem: tudo que Deus confia em nossas mãos nesta vida. Ressaltamos três princípios importantes: considerar que somos mordomos daquilo que nos foi confiado; temos que prestar contas (em vida, e na eternidade) de como usamos e gerenciamos o que nos foi confiado; e entendemos que há recompensas pela nossa mordomia—para alguns, positivas e na forma de mais responsabilidade; para outros, a perda daquilo que desperdiçaram.

CORAÇÕES ABERTOS

Usando o esboço de Lucas, a ênfase desta semana foi a importância da fidelidade com o dinheiro. Vimos o exemplo da vida de John Wesley, pastor no século XVIII, que resolveu viver a generosidade bíblica pelo conceito do excesso:

 “…[Wesley] identificou um nível modesto de despesas que usaria para viver a cada ano. No primeiro ano, sua renda ultrapassou aquele nível por uma quantia pequena e ele doou aquele excesso.  No próximo ano, sua renda aumentou, mas ele manteve o mesmo padrão de vida, então tinha mais para doar. Isso continuou ano após ano. Em certo momento, Wesley ganhava o equivalente a R$522.000 por ano em valores atuais, mas estava vivendo como se ganhasse R$65.300 por ano. Como resultado, ele tinha o equivalente a mais de R$456.000 para doar aquele ano”. (David Platt, Radical).

Como você enxerga os dízimos e as ofertas (a generosidade bíblica)? Você parte do princípio de “sobras”—“Só posso ofertar ou ajudar os outros financeiramente se sobrar daquilo que gasto mensalmente”? Ou você já adotou um princípio de “primícias”—“Separo desde o momento que recebo o meu salário aquilo que pretendo ofertar ou usar para ajudar os outros”?

Como você enxerga o dinheiro que você recebe do seu trabalho (ou outras fontes)? Como sendo “seu”, ou como um valor confiado em suas mãos por Deus para ser usado para a Sua glória?

Você consegue discernir a diferença entre necessidades verdadeiras e conveniências ou luxos? Se você analisasse os seus gastos mensais, que porcentagem do que você ganha é gasto em coisas que não são realmente necessárias?

Você estaria disposto a estabelecer um valor mínimo necessário para suas necessidades básicas e se comprometer a ofertar (ou usar em atos de generosidade) o excesso?

Como vimos, Mateus 25 é aplicável a diversas áreas da nossa vida. Como você poderia adaptar estes princípios acima às outras áreas (tempo, habilidades profissionais, talentos naturais, dons espirituais, etc.)?

MÃOS ESTENDIDAS

Verdades e princípios bíblicos como estes não têm valor algum se não os colocarmos em prática. Precisamos, a cada momento, em cada decisão, fazer a seguinte pergunta: “Será que minha atitude ou ação é uma da qual Deus poderia dizer, ‘Muito bem, servo bom e fiel!’?”

Você tem as suas finanças sob controle, ou é escravo da preocupação constante do dinheiro?

Avalie as suas finanças e determine se você está vivendo de acordo com os princípios bíblicos da mordomia. Se chegar à conclusão que não está (completamente ou parte)…

Ore a Deus pela sabedoria para gerenciar as suas finanças de tal maneira que você estará praticando a generosidade bíblica.

Leia a Bíblia com o propósito específico de achar textos que ensinam a prática da mordomia, especialmente referentes às finanças.

Considere que mudanças serão necessárias para chegar a uma perspectiva que enxerga o “seu” dinheiro como sendo o dinheiro que Deus confiou em suas mãos para glorificá-lO.

Elabore um plano de ação para suas finanças norteado pelos princípios bíblicos e não um lucro pessoal ou para gastar em coisas desnecessárias.

Mais um passo bem prático: Se você ainda não visitou, acesse o site www.ganancia.com.br e leia os artigos disponíveis sobre os princípios bíblicos acerca das finanças. Se você ainda não tem uma maneira específica de fazer um controle financeiro, utilize as ferramentas e direções oferecidas no site.

MENTES OCUPADAS

Dia 1

Lucas 16.1-13

Dia 2

Mateus 25.14-30

Dia 3

Lucas 19.11-27

Dia 4

Lucas 12.35-48

Dia 5

Colossenses 2.1-8

Dia 6

2 Crônicas 1.11-12

Dia 7

Lucas 12.13-21

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