A História de Lázaro em 3D (2): A Dimensão Humana

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Ouvidos Atentos

Neste domingo voltamos à série Podes Crer com a conclusão da minissérie “A História de Lázaro em 3D”, onde examinamos o capítulo 11 de João pela perspectiva histórica, espiritual e humana. Na primeira mensagem (07/08), examinamos as dimensões histórica e espiritual, observando os aspectos factuais da ressurreição de Lázaro juntamente com o ensino bíblico claro acerca da deidade de Cristo.

A mensagem de domingo abordou temas bastante práticos, adaptados em parte das palestras do Dr. Dan Wickert, médico e conselheiro da Faith Church (EUA) que ensinou nos módulos da conferência da ABCB. Usando elementos da história da doença e morte de Lázaro, estudamos maneiras de abordar pessoas com doenças ou condições físicas. Começamos falando do “elefante na sala”, a questão que a maioria das pessoas prefere ignorar: o fato que cada um de nós—caso não arrebatado—morrerá. E, estatisticamente, a verdade é que grande maioria de nós morrerá por causa de alguma doença física. Esta verdade não deve servir para nos deprimir ou assustar, mas para nos motivar à preparação: “como vou reagir ou responder à doença física, seja na minha vida, ou na vida das pessoas à minha volta?”

Já que abordamos o assunto da perspectiva de como aconselhar alguém com uma doença física, dividimos o pensamento em três declarações.

Você não é médico, portanto seja bíblico. Muitos, ao ouvirem um diagnóstico médico, se tornam “profissionais”, cheios de conselhos e tratamentos. A ideia é, já que não somos o médico acompanhando o caso, devemos assumir o papel de conselheiro bíblico, de dar ajuda que apontará a pessoa para as verdades bíblicas aplicáveis àquela situação.

Você não é profeta, portanto seja bíblico. Sem a revelação direta de Deus, você não tem como saber respostas específicas como, Por quê? Até quando? Qual será o resultado final? Ao invés de um otimismo vazio sem base, devemos apontar pessoas para Jesus e para os princípios bíblicos que dão esperança verdadeira e confiável.

Por fim, você não é Deus, portanto seja bíblico. Examinaremos os pontos importantes desta afirmação na próxima seção.

Corações Abertos

Ao observarmos as atitudes de Jesus na doença e morte de Lázaro, seria fácil minimizar o Seu exemplo, dizendo, “Mas é claro que Ele não se apressou! Ele é Deus, Ele sabia que ia ressuscitá-lo. Se eu tivesse o Seu conhecimento e o Seu poder, poderia seguir o Seu exemplo”.

Esse tipo de pensamento parte do princípio da escassez—focando naquilo que nos falta. Certamente, nós não somos Deus, portanto não temos o mesmo conhecimento íntimo do Seu plano que Jesus tinha, nem o Seu poder divino sobre as doenças ou a morte. Pelo menos, não da maneira que muitos querem ter ou até afirmam ter.

O fato é que o cristão não opera à base da escassez, mas das riquezas espirituais em Cristo (Ef 3). Temos à nossa disposição três grandes ferramentas: o Espírito Santo de Deus, que habita em cada um de nós, a Palavra de Deus, que nos instrui e a oração que nos dá acesso direto a Deus Pai.

Você já estudou os princípios bíblicos relacionados à doença e ao sofrimento para poder pensar e agir biblicamente quando enfrentando este tipo de situação?

Você está confiando em Deus, sabendo que Ele determina o escopo e a duração das suas provações, para que nunca ultrapassem a sua capacidade de suportá-las? (1 Co 10.13)

Você já adotou uma definição bíblica de vitória (nas orações e na conduta)?

Vitória, no caso das doenças físicas:

—É ser controlado por princípios bíblicos ao invés de pela agonia da doença.

—É não ser controlado pela busca constante de alívio da dor e do sofrimento.

—É ser controlado por aquilo que Deus está realizando pela doença.

—É focar nos propósitos de Deus para o sofrimento, não no sofrimento em si.

—Oferece uma resposta quando o alívio não vem.

Mãos Estendidas

Não nos faltam maneiras práticas de aplicar esta mensagem. Todos nós conhecemos alguém que está passando por alguma condição ou doença física, alguns até casos graves ou terminais. Como você está respondendo a esta situação? Você está sendo sal e luz e oferecendo princípios bíblicos para ajudar a pessoa a enxergar a sua situação à luz da Escrituras? Pense numa pessoa específica e faça essa checklist para avaliar se você está tomando passos bíblicos para ajudar essa pessoa.

  • Eu tenho procurado me informar com a pessoa dos fatos da condição clínica dela.
  • Eu tenho procurado entender a condição espiritual desta pessoa (se é salva ou não, sua confiança em Deus, seus temores, etc.).
  • Eu tenho orado pela restauração da saúde desta pessoa.
  • Eu tenho orado para que Deus possa desviar a atenção desta pessoa do seu sofrimento para o que Deus está fazendo através da sua doença.
  • Eu tenho orado para que Deus me use na vida desta pessoa para evangelizá-la (se for descrente) ou edificá-la (se for cristã).
  • Eu tenho estudado os princípios bíblicos sobre doenças e sofrimento que me ajudarão a responder corretamente às circunstâncias desta pessoa.
  • Eu entendo e creio que Deus determina o escopo e a duração das provações, e que Ele promete que não ultrapassarão a nossa capacidade de suportá-las (1 Co 10.13).
  • Eu tenho tentado compartilhar esta verdade de 1 Co 10.13 com a pessoa doente.
  • Eu adotei a definição bíblica de vitória (referente às doenças físicas), e estou compartilhando estes princípios com esta pessoa enferma.

Mentes Ocupadas

Nossa leitura bíblica desta semana:

Dia 1

João 11.1-17

Dia 2

João 11.18-45

Dia 3

João 11.46-57

Dia 4

Romanos 8.28-39

Dia 5

2 Coríntios 12.1-10

Dia 6

1 Coríntios 10.1-13

Dia 7

Efésios 3.1-21

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