A História de Lázaro em 3D (1): As Dimensões Histórica e Espiritual

Clique aqui para visualizar o guia em PDF.

Ouvidos Atentos

Neste domingo retomamos a nossa série Podes Crer com a largada de uma minissérie em duas partes, “A História de Lázaro em 3D”, onde examinaremos o capítulo de João 11 pela perspectiva histórica, espiritual e humana. Na mensagem de domingo estudamos as primeiras duas perspectivas.

Primeiro, vimos que a história da morte e ressurreição de Lázaro é, para aqueles que acreditam no texto bíblico, um relato factual. Ou seja, não se trata de uma parábola, ou uma ficção inventada pelo Evangelista. A história começa com a doença de Lázaro, um amigo querido de Jesus, irmão de Marta e Maria (vv. 1-3). Elas enviaram um mensageiro para chamar Jesus, mas Ele demonstrou uma atitude incoerente: ficou mais dois dias onde estava! Ao todo, demorou quatro dias para chegar em Betânia (vv. 4-17). Observamos as reações de ambas as irmãs à Sua chegada, como do povo que as visitava por causa da morte de Lázaro (vv. 18-37). Finalmente, Ele chegou ao túmulo, onde Lázaro estava sepultado. Lá Ele o ressuscitou dos mortos (vv. 38-44). Isso levou a uma reação maior dos fariseus, que, desde aquele momento, decidiram que era necessário matá-lO. Diferente das outras vezes que tentaram prender ou matá-lO, essa foi a decisão que levaria à Sua prisão e morte na cruz (vv. 45-57). Estes eventos foram relatados pelo Evangelista justamente para respaldar a sua proposta central que Jesus é o Cristo (20.31); este milagre é o sétimo sinal do livro de João que estudamos até agora.

Em segundo lugar, observamos o aspecto espiritual da história, no qual as atitudes e os comportamentos de Jesus apontam para o fato que Ele é o Cristo, completamente obediente à vontade e ao plano de Deus Pai. Jesus demonstrou a Sua humanidade pelas emoções e carinho que expressou (vv. 35, 38). Demonstrou Sua obediência ao plano de Deus ao esperar pelo tempo certo de fazer o milagre, e quando orou para que os outros ouvissem Sua dependência no Pai (vv. 41-42). A Sua declaração “Eu sou a ressurreição e a vida” (vv. 25-26) deixou bem claro que, mais uma vez, Jesus estava afirmando a Sua deidade.

Corações Abertos

Devemos entender que a história de Lázaro é primeiramente uma história real. Essa perspectiva nos dá um grande entendimento da humanidade de Jesus; que Ele era uma pessoa real, com amigos e emoções humanas. Veremos mais sobre isto na próxima mensagem. Mas a história real de Lázaro também aponta para grandes verdades espirituais.

Como a atitude de Jesus acerca da doença e morte de Lázaro é diferente da nossa? O que nós queremos quando nós estamos, ou alguém que conhecemos está, doente? Você acha que Jesus só teve esta atitude porque sabia que o ressuscitaria? O que muda quando enxergamos a nossa situação pela perspectiva eterna de Deus?

Será que nós refletimos a atitude de Marta e Maria? “Jesus, se você estivesse aqui…” ou “Deus, se o Senhor fizesse de tal forma…” Estas declarações podem até ser verdadeiras; talvez a situação fosse diferente se Deus agisse. Mas Ele não agiu (pelo menos não como esperávamos). E agora, isso abala nossa fé? Deveria? Leia Tiago 1.2-4. Provações deste tipo devem nos enfraquecer? Como podem nos fortalecer?

Como podemos imitar a compaixão de Jesus? Três vezes no texto (vv. 33, 35, 38) Jesus se comoveu. Jesus bem sabia que poderia ter impedido a morte dele, e já sabia que não ficaria morto; será que Ele só ficou comovido pela morte do amigo? Que outros motivos Ele teria para sentir-se tão comovido? Como podemos demonstrar semelhante compaixão pelas pessoas que passam por dificuldades à nossa volta?

O que a morte e ressurreição de Lázaro nos ensinam sobre a nossa vida espiritual? Mesmo para o cristão, a nossa humanidade faz com que a morte pareça um ponto final. Como o conhecimento de Jesus Cristo como a ressurreição e a vida altera esta perspectiva?

Mãos Estendidas

“Vocês estavam mortos em suas transgressões e pecados, nos quais costumavam viver, quando seguiam a presente ordem deste mundo e o príncipe do poder do ar, o espírito que agora está atuando nos que vivem na desobediência. Anteriormente, todos nós também vivíamos entre eles, satisfazendo as vontades da nossa carne, seguindo os seus desejos e pensamentos. Como os outros, éramos por natureza merecedores da ira. Todavia, Deus, que é rico em misericórdia, pelo grande amor com que nos amou, deu-nos vida juntamente com Cristo, quando ainda estávamos mortos em transgressões — pela graça vocês são salvos”.

—Efésios 2.1-5

Quando lemos trechos como Efésios 2.1-5, podemos ver que a mesma dinâmica de morte e vida que Jesus fez literalmente com Lázaro acontece espiritualmente para aqueles que creem nEle.

Como Paulo descreve os Efésios antes de crerem em Jesus Cristo? Que tipo de pecados e trangressões você cometia antes de conhecê-lO? Por extensão, o texto diz que você seguia a quem naquele tempo?

Antes de crer em Cristo, nós obedecíamos a vontade de quem? Nós seguíamos os desejos e pensamentos de quem? Você percebeu os dois aspectos da atitude de Deus para com o pecador? Por ser pecador, ele é merecedor da Sua _______. Mas pela riqueza da Sua _______________ e o Seu grande ________ Ele dá ao pecador vida juntamente com Cristo.

Você acha que Lázaro passou por uma profunda mudança ao passar da vida para a morte, e depois novamente à vida? Não acha que a mudança da morte espiritual para a vida deveria gerar uma profunda mudança em sua vida? Você vê evidências desta mudança?

Mentes Ocupadas

Nossa leitura bíblica desta semana:

Dia 1

João 11.1-17

Dia 2

João 11.18-45

Dia 3

João 11.46-57

Dia 4

Efésios 2.1-10

Dia 5

Lucas 10.38-42

Dia 6

2 Coríntios 5.1-10

Dia 7

Apocalipse 21.1-8

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *