CSI: Investigação da Cena de um Milagre (3): Cegueira e Vista

Clique aqui para visualizar o guia em PDF.

Ouvidos Atentos

Neste domingo concluímos a nossa nova minissérie, “CSI: Investigação da Cena de um Milagre”, um estudo do capítulo 9 do evangelho de João. A história começou com a cura de um cego de nascença, o sexto sinal miraculoso de Jesus no evangelho. Sua cura precipitou uma grande discussão, e na segunda mensagem examinamos como os fariseus interrogaram o homem e sua família, querendo de alguma forma acusar Jesus. Culminou com a expulsão do homem do templo.

Na mensagem de domingo, observamos que Jesus procurou o cego e lhe deu oportunidade de levar a sua cura para outro nível: a salvação de sua alma; a cura de sua cegueira espiritual. O homem creu em Jesus e o adorou (prostrou-se aos seus pés). Jesus então fez uma afirmação que criou mais conflito: “Eu vim a este mundo para julgamento, a fim de que os cegos vejam e os que veem se tornem cegos” (9.39). Sua declaração certamente poderia ser entendida literalmente: durante o Seu ministério, Ele curou pessoas fisicamente cegas para que pudessem ver. Mas a Sua afirmação era primeiramente espiritual: como a luz do mundo, Jesus veio dar vista àqueles que são espiritualmente cegos. Outra dinâmica que precisamos entender é que Sua luz também servia para cegar “os que veem”—aquelas pessoas que estão convencidas da sua própria “verdade”, que rejeitarão a verdade de Jesus.

Entendemos esta dinâmica no contexto das profecias de Isaias que demonstram que a mensagem de Deus às vezes tem o intuito de cegar pessoas para que não se convertam. Certamente os fariseus se encaixavam nesta caracterização: embora fossem cegos espiritualmente (não-salvos), eles diziam que podiam ver. Em vez de aceitar sua condição para aceitar a luz de Cristo, eles permaneciam no seu pecado, rejeitando a luz. Os que “viam” tornavam-se assim cegos.

Corações Abertos

A verdade que Jesus declarou, “Eu vim a este mundo para julgamento, a fim de que os cegos vejam e os que veem se tornem cegos” (9.39) tem grandes implicações para a nossa caminhada cristã.

A luz do mundo (Jesus ou o cristão que proclama o Evangelho) tem o poder de curar a cegueira espiritual no ser humano.

Para aquele que entende a sua cegueira e crê em Jesus, o Evangelho tem o poder para salvar a sua alma (Rm 1.16).

Para aquele que crê em Jesus, a Palavra de Deus é suficiente para iluminar o seu caminho para toda boa obra (2 Tm 3.16, 17).

Pensando na sua própria conversão, como você poderia descrever a maneira que Jesus o salvou, usando os termos cegueira, vista, luz e trevas?

A luz do mundo (Jesus ou o cristão que proclama o Evangelho) tem o poder de cegar aqueles que estão convencidos da sua vista espiritual.

Para aquele que está convencido da sua própria justiça, o Evangelho é loucura, tolice (1 Co 1.21-24).

Para aquele que é “iluminado” pela sabedoria humana, a iluminação verdadeira do Espírito de Deus, da mente de Cristo, não tem efeito (1 Co 2.14-16).

Você conhece alguém que resiste o evangelho porque se acha uma pessoa iluminada ou científica demais para acreditar na Bíblia?

O que podemos fazer por estas pessoas?

Mãos Estendidas

Em outros momentos falamos das duas verdades paralelas e irreconciliáveis das Escrituras: a soberania de Deus e a responsabilidade do homem. Vemos estas verdades operando novamente no ensino da mensagem de domingo.

Falamos que a mesma mensagem do Evangelho pode ter o efeito de curar cegueira espiritual daqueles que creem, ou pode cegar aqueles que se recusam a crer.

Se o Evangelho tem o efeito de salvar, quem opera a salvação, Deus ou o homem?

De quem é a responsabilidade de crer?

Se o Evangelho tem o efeito de cegar a pessoa para que não se converta, isso foi ação de Deus, ou do homem?

A responsabilidade de crer mudou?

Em ambos os casos, a nossa responsabilidade de compartilhar o Evangelho mudou de alguma forma?

Ou seja, sabendo ou não o efeito que o Evangelho terá no ouvinte, nós temos a responsabilidade de compartilhar o evangelho!

Esta semana, peça a Deus pela oportunidade de compartilhar Jesus Cristo, a luz do mundo, com pelo menos uma pessoa específica da sua vida. Chegando a oportunidade, compartilhe o Evangelho—a mensagem bíblica de Deus, o homem e Jesus Cristo, e encoraje uma decisão. Tente discernir se a pessoa parece estar aberta à mensagem do Evangelho, ou resistente. E não se desanime! A nossa tarefa é anunciar, não salvar!

Mentes Ocupadas

Nossa leitura bíblica desta semana:

Dia 1

João 9.1-12

Dia 2

João 9.13-34

Dia 3

João 9.35-41

Dia 4

Mateus 23

Dia 5

Isaias 42.6, 7; Lucas 4.16-21

Dia 6

Lucas 6.39, 40

Dia 7

1 Coríntios 2.14-16

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *