CSI: Investigação da Cena de um Milagre (2): A Investigação do Incrédulo

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Ouvidos Atentos

Neste domingo continuamos a nossa nova minissérie, “CSI: Investigação da Cena de um Milagre”, um estudo do capítulo 9 do evangelho de João. Na primeira mensagem da minissérie, estudamos a cura de um cego de nascença: “[Jesus] cuspiu no chão, misturou terra com saliva e aplicou-a aos olhos do homem. Então lhe disse: ‘Vá lavar-se no tanque de Siloé’ (que significa Enviado). O homem foi, lavou-se e voltou vendo” (vv. 6, 7). Neste domingo, examinamos a investigação do milagre pelos fariseus. A cena ocorreu em três momentos ou depoimentos: primeiro entrevistaram o cego, depois os seus pais (para saber se era realmente cego), e depois interrogaram o cego novamente. Havia uma divisão entre eles, mas vimos que a maioria deles estavam investigando com a decisão já feita: por curar num sábado, Jesus tinha que ser um pecador! (vv. 16, 24).

É interessante observar as atitudes das pessoas: os vizinhos não sabiam o que fazer, então levaram aos fariseus (“a liderança deve saber o que fazer…”); os fariseus queriam achar evidência de erro para condenar Jesus; os pais do homem queriam apenas sair da situação sem serem expulsos. O mais interessante é a transformação do cego. Ele começou com uma perspectiva pragmática: “eu era cego e agora vejo” (v. 25)! Mas passo a passo, podemos ver que ele começou a entender e defender a ideia que Jesus não era um homem qualquer, chegando a oferecer respaldo bíblico para as suas conclusões (vv. 30-33).

Fizemos algumas observações sobre a atitude de uma pessoa incrédula, demonstrada pelos fariseus. Vimos que o incrédulo questiona aquilo que não aceita. Os fariseus questionaram a veracidade do milagre, do testemunho do cego, e de como aquilo era possível. O incrédulo também procura defender sua posição com o seus próprios pressupostos não comprovados. Eles já haviam concluído que Jesus era culpado antes de investigar o milagre. Finalmente, o incrédulo apela ao ataque pessoal quando sua posição não tem respaldo. Já que até o cego parecia entender mais das Escrituras do que eles, o insultaram e o expulsaram da sinagoga e atacaram o caráter de Jesus.

Corações Abertos

Convém lembrar que, de certa forma, nós fazemos a mesma coisa que os fariseus em relação às coisas que nós não acreditamos. (Por exemplo, o criacionista não acredita nas teorias que o evolucionista apresenta—seria incrédulo em relação às teorias.) Nós também questionamos o que não aceitamos, e vivemos à base dos nossos pressupostos. Alguns também apelam aos ataques pessoais, mesmo que seja errado fazer.

Examinamos três características interessantes sobre os fariseus:

  • Eles acreditavam em Deus e se dedicavam à Sua lei.
  • Eles acreditavam no Messias (mesmo que não aceitassem Jesus como sendo o Messias).
  • Eles acreditavam na pecaminosidade humana.

Como pessoas que acreditam nessas coisas puderam rejeitar Jesus Cristo, o Messias prometido, que estava no seu meio? A resposta que encontramos neste texto serve de aviso para nós:

Fizeram a prática da religião mais importante do que o relacionamento com Deus. De que forma uma pessoa não salva, mas religiosa, pode cometer o mesmo erro? Será possível para um cristão fazer algo semelhante? Como sim ou como não?

Acreditavam mais na sua interpretação da verdade do que na própria Verdade Encarnada. Que exemplos atuais podemos observar desta dinâmica? Será que temos alguma atitude em relação às Escrituras que nem Jesus poderia nos convencer a mudar de ideia?

Não enxergavam o seu próprio pecado pois estavam ocupados demais na fiscalização do pecado alheio. Observamos duas possibilidades referentes a esta atitude deles: podemos ser como os fariseus e não enxergar o nosso pecado porque só vemos pecado nos outros, ou podemos simplesmente ignorar o pecado de forma geral, nos tornando insensíveis à presença dele em nossa vida. Você reconhece e confessa os seus pecados contra Deus (1 Jo 1.8, 9)?

Mãos Estendidas

Leia Lucas 6.41, 42 (veja também em Mateus 7.1-5): Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão e não se dá conta da viga que está em seu próprio olho? Como você pode dizer ao seu irmão: ‘Irmão, deixe-me tirar o cisco do seu olho’, se você mesmo não consegue ver a viga que está em seu próprio olho? Hipócrita, tire primeiro a viga do seu olho, e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão”.

Um dos maiores erros dos fariseus é que eles, na sua soberba como supostos líderes religiosos, não enxergavam o seu próprio pecado. Já que não entendiam que eram pecadores, não acreditavam que precisavam de Cristo.

A passagem acima nos ajuda a enxergar uma grande verdade referente à percepção do nosso pecado em relação ao pecado do nosso próximo. A ideia não é que o pecado alheio sempre será menor do que o nosso, mas que sempre devemos enxergar o nosso pecado como sendo maior ou mais grave; assim daremos prioridade à santificação antes de tentar restaurar o nosso irmão que está em pecado, em humildade e mansidão (Gl 6.1, 2).

Esta semana, considere:

Que pecados na minha vida estou ignorando porque estou tão concentrado nos pecados e nas ofensas dos outros?

Quando vejo pecado na vida de um irmão em Cristo, eu estou obedecendo a diretriz de Gálatas 6.1, 2, procurando restaurar aquele irmão em humildade e mansidão?

Quando penso em ajudar alguém com o seu pecado, considero primeiro o meu pecado e o que preciso fazer em termos de confissão e perdão antes de tentar ajudá-lo (Lc 6.41, 42)?

Mentes Ocupadas

Nossa leitura bíblica desta semana:

Dia 1

João 9.1-12

Dia 2

João 9.13-34

Dia 3

João 9.35-41

Dia 4

Mateus 7.1-5

Dia 5

Lucas 6.37-45

Dia 6

Gálatas 6.1-5

Dia 7

1 João 1.5-2.6

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