Jesus e a Festa dos Tabernáculos (7)

Clique aqui para visualizar o guia em PDF.

Ouvidos Atentos

Neste domingo terminamos a nossa minissérie, “Jesus e a Festa dos Tabernáculos”, um estudo dos capítulos 7-8 do evangelho de João. Observamos que esta passagem começa com a informação que a liderança judaica procurava matar Jesus (7.1), e que seus irmãos incrédulos sugeriram que Ele fosse à festa para procurar Sua própria glória (vv. 2-4). A passagem encerra com estes mesmos temas: no final do capítulo 8, os judeus incrédulos O acusam de procurar Sua própria glória (8.48-58), e quando Ele se declara como sendo o próprio Deus (Eu Sou), pegaram pedras para matá-lO na hora (v. 59). Dentro deste “sanduíche” temático, o evangelista repete vários temas enquanto registra as reações da multidão em geral (cap. 7), dos líderes religiosos (cap. 8), e daqueles que “creram” (8.30).

A passagem culmina nos versículos que estudamos no domingo (8.49-59). Diante das afirmações alarmantes de Jesus (tenho água viva, Sou a luz do mundo), e as respostas que Ele dava às suas acusações, os judeus chegam à conclusão que Jesus só pode ser um samaritano e endemoninhado! As respostas finais de Jesus demonstram que eles não entendiam o relacionamento entre Jesus (Deus Filho) e Deus Pai. Neste relacionamento, é impossível acreditar em Deus corretamente sem aceitar e honrar o Filho, pois o plano do Pai é glorificá-lO. Quando Jesus declarou que obediência à Sua Palavra garantiria a vida eterna, eles viram como prova final: Jesus é endemoninhado, pois só isso explicaria um homem que se colocava acima de Abraão e os profetas! Demonstraram que não entendiam o relacionamento entre o crente (aquele que crê) e Deus. Deus não é Deus dos mortos, mais dos vivos! Finalmente, Jesus demonstrou a Sua natureza verdadeira ao declarar claramente que não só é maior do que Abraão e os profetas, mas Ele é o próprio Deus: Eu lhes afirmo que antes de Abraão nascer, EU SOU!! (v. 58). Os judeus entenderam o que Ele afirmava, e sua reação imediata foi de pegar pedras para matá-lO. Que grande ironia! Os judeus, acusando Jesus de ser louco, e na sua loucura, achando que podiam matar o Deus encarnado! O ministério de Jesus estava chegando a um ponto crítico, que só se resolveria com a Sua morte na cruz.

Corações Abertos

Em outras ocasiões estudamos que a definição mais básica do evangelho resume-se a quatro ideias centrais: O Deus Criador e Soberano, o homem criado, pecador e em rebeldia contra o Criador, Jesus Cristo, a única solução oferecida por Deus, e uma decisão a ser tomada—aceitar ou rejeitar o evangelho. 

Aqui nesta passagem da festa dos tabernáculos (João 7-8), podemos observar um resumo do evangelho. Observamos Deus Pai, enviando o Seu Filho, Jesus, para oferecer a vida eterna e o Espírito Santo ao homem (representado pelo povo judeu), pela graça, mediante a sua fé nEle como o Cristo. Temos a declaração das consequências (a decisão a ser tomada): rejeitar o Filho significa morrer em seus pecados (8.24). Várias vezes vemos a crise da fé—acreditar ou não nesta mensagem?—manifestada na confusão do povo, na ira e perseguição dos líderes, e na fé de alguns.

É importante enxergar que estas reações não são diferentes hoje. Se não entendermos o relacionamento inseparável entre Deus Filho e Deus Pai no Seu plano eterno, não cremos em Deus corretamente. Que exemplos atuais podemos observar no mundo evangélico de pessoas que querem acreditar em Deus sem aceitar o Cristo de Deus?

Nós observamos dois aspectos—esperança e responsabilidade—referentes ao relacionamento entre o crente e Deus (Deus dos vivos, e não dos mortos). De que outras formas esta verdade pode ser aplicada à nossa vida diária?

Por fim, examinamos a verdadeira natureza de Jesus Cristo: Ele é o grande Eu Sou! Isso fala do relacionamento entre Deus e o homem, pois é impossível aceitar o plano de Deus Pai sem aceitar esta verdade central, que o Messias não é apenas um homem, mas o Verbo—o Deus eterno, encarnado.

Mãos Estendidas

Existe uma tendência moderna de querer apresentar um Jesus mais humano às pessoas, e portanto apresentá-lO com mais relevância à vida pessoal. “Jesus é meu amigo”. Alguns até têm falado em termos quase românticos que não convêm: “estou apaixonado por Jesus”. Temos que ter cuidado que nossa busca pela relevância não leve a irreverência. Por exemplo, Ele diz que é nosso amigo, mas continua sendo o mesmo Eu Sou que ordenou a Moisés que tirasse as sandálias para aproximar-se dEle.

Qual o seu entendimento de Jesus Cristo? Examine o seu relacionamento pessoal com Cristo.

  • Quem Ele é na sua vida? Com que frequência você pensa nEle, fala com Ele em oração? Quando você pensa e interage com Cristo, você está ciente da Sua deidade?
  • Com que frequência você estuda os Seus ensinamentos nos evangelhos?
  • Com que frequência você estuda os ensinamentos inspirados dos seus seguidores no Novo Testamento?

Como as pessoas da sua vida entendem Jesus Cristo? Tente observar, pela fala e a conduta, como os seus familiares, colegas de trabalho ou escola, etc. entendem Jesus Cristo.

  • Elas falam de Jesus Cristo como Ele se apresenta na Bíblia? As coisas que dizem são coerentes com o Jesus bíblico?
  • Elas conhecem a Cristo como Salvador, ou apenas como uma noção religiosa?
  • Com que frequência estudam os Seus ensinamentos nos evangelhos? Ou os ensinamentos inspirados dos seus seguidores?
  • O que você está fazendo para ajudá-las a entender Jesus como Ele se apresenta na Sua Palavra?

Mentes Ocupadas

Nossa leitura bíblica desta semana:

Dia 1

João 7.1-52

Dia 2

João 8.12-59

Dia 3

Êxodo 3.1-14

Dia 4

Mateus 22.23-32

Dia 5

Marcos 12.18-27

Dia 6

Lucas 20.27-38

Dia 7

Salmo 90 (esp. v. 2)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *