A Saúde da Igreja: Uma Perspectiva das Sete Igrejas de Apocalipse 2-3

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Ouvidos Atentos

Neste domingo examinamos as cartas de Jesus às sete igrejas da Ásia, no texto de Apocalipse 2 e 3. Cada carta segue um padrão: primeiro, Jesus se revela à igreja de acordo com os aspectos descritos nos vv. 8-18 do capítulo 1. Ele oferece à cada igreja uma avaliação do seu desempenho, que inclui elogios e críticas a respeito das suas obras, seu posicionamento doutrinário e sua caminhada cristã. Para cada igreja, Ele oferece um aviso: para algumas, um aviso de juízo vindouro se não mudarem; para outras, avisos para aqueles que as perseguem ou estão causando problemas. Por fim, Ele termina cada carta com uma promessa (também ligada a aspectos do cap. 1).

Aqui não podemos colocar todas as informações que vimos nos slides no domingo, mas convém observar duas coisas importantes: Primeiro, que estas cartas foram escritas para igrejas pouco tempo depois do ministério de Jesus e dos apóstolos; dependendo da data, apenas 40 ou 60 anos haviam passado. João, o discípulo que conheceu e andou com Jesus pessoalmente, ainda estava vivo. Mesmo assim, em tão pouco tempo, haviam apenas duas das sete igrejas—Esmirna e Filadélfia—que Jesus pôde elogiar sem críticas! As outras cinco, enquanto tinham aspectos positivos, estavam em estágios progressivos de declínio. Éfeso estava se comportando bem, mas sem zelo, sem paixão. Pérgamo ainda tinha uma maioria fiel, mas estava poluída com doutrinas falsas. Tiatira estava tolerando a presença de uma profetisa falsa que levava os membros à prostituição espiritual e literal. Sardes era uma igreja zumbi: dizia estar viva, mas estava morta! Só tinha uma minoria fiel, sem se contaminar. E por fim, Laodiceia demonstra a situação mais séria: era a igreja sem distintivo algum—nem quente, nem fria—e que havia perdido a referência mais importante, Jesus Cristo! Jesus se apresenta como estando no lado de fora, pedindo entrada à sua própria igreja, ao seu próprio corpo! Se em tão pouco tempo haviam igrejas como estas, existe uma séria lição para nós, dois mil anos depois de Cristo.

Corações Abertos

Podemos enxergar estas cartas de várias formas, mas convém lembrar que o texto não está criando exemplos ilustrativos; está citando exemplos históricos. Estas igrejas existiram pouco depois do tempo de Cristo e dos apóstolos. Elas servem de exemplo para nós, pois representam situações reais que aconteceram, e que facilmente podemos reconhecer no mundo cristão atual.

Que igreja nos representa? Uma forma bem prática de aplicar o que vemos nas igrejas é de entender como elas podem representar igrejas atuais com atitudes e comportamentos semelhantes. E já que a igreja é constituída de membros, podemos também fazer aplicação pessoal e examinar a nossa vida para ver se estas atitudes e comportamentos estão presentes em nós, individualmente.

Por isso fizemos uma pergunta no final da mensagem: e se Jesus escrevesse uma carta para a nossa igreja? Dividimos em cinco partes: Como Ele se revelaria para nós? Que práticas Ele poderia elogiar? Que críticas Ele teria? E Seus avisos, seriam para nós, ou para aqueles que nos perseguem ou que nós resistimos? Que promessas Ele faria para nos encorajar?

Seria difícil saber especificamente como Ele se revelaria, que avisos daria, ou que promessas faria. Mas já considerou o fato que a Bíblia é a carta de Deus ao homem? Nela temos tudo que Deus quis revelar de Si mesmo à humanidade. Nela temos registrado todas as Suas promessas de importância eterna!

Agora, quanto aos elogios e as críticas, creio que podemos examinar a nossa própria vida e ter uma boa ideia do que seriam. E é justamente isso que faremos na seção “Mãos Estendidas”.

Mãos Estendidas

Considere os elogios que Jesus fez às igrejas da Ásia. Assinale os comportamentos que você pratica habitualmente. Considere porque você não pôde assinalar os outros, e comece a orar e tomar passos práticos para poder praticá-los.

  • boas obras (que demonstram sua fé em Cristo)
  • fidelidade a Cristo e o Seu nome (não negar a fé)
  • fidelidade à Bíblia (guardar a Palavra)
  • amor (por Deus, pelos outros)
  • perseverança
  • sofrimento por Cristo (perseguição e calúnias)
  • serviço (servir aos outros)
  • oposição à falsa doutrina e aos falsos mestres

Que outras atitudes ou comportamentos você considera louváveis, que Jesus talvez pudesse elogiar na sua vida? 

Considere agora as críticas que Jesus fez às igrejas da Ásia. Assinale os comportamentos que você diria, honestamente, que você pratica. Ore a Deus, arrependa-se deles, e considere passos práticos para guardar a Sua Palavra para que eles não façam mais parte da sua vida.

  • vivendo a caminhada cristã sem paixão, no automático
  • se poluindo com doutrinas falsas
  • tolerando e seguindo falsos mestres
  • afirmando estar vivo, mas de fato estar morto
  • vivendo com o nome de Cristo, mas sem a Sua presença

Que outras atitudes ou comportamentos você diria que Jesus teria que apontar na sua vida? O que você está fazendo para “despir-se” (Ef 4.22-24) dessas coisas?

Mentes Ocupadas

Nossa leitura bíblica desta semana:

Dia 1

João 8.31-47

Dia 2

Apocalipse 2.1-29

Dia 3

Apocalipse 2.1-22

Dia 4

Números 22.1-41

Dia 5

1 Reis 21.1-29

Dia 6

Daniel 11.29–35

Dia 7

Zacarias 13.7–9

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