Jesus e a Festa dos Tabernáculos (6): As Marcas do Falso Discípulo (1)

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Ouvidos Atentos

Na mensagem de domingo voltamos à série “Podes Crer” e à minissérie de Jesus na festa dos tabernáculos. De fato, começamos uma minissérie que se encaixa nestas duas primeiras, um estudo das marcas do falso discípulo. Parece estranho estudar o falso discípulo em vez do verdadeiro, mas é justamente isso que o texto de João 8.31-47 enfatiza: aqueles que “criam” em Jesus, mas que não eram verdadeiros discípulos.

Isso é uma mensagem importantíssima de João: nem toda “fé” é fé verdadeira. O texto diz claramente que depois da discussão dos vv. 13-29, muitos da liderança judaica creram em Jesus (v. 30). Mas é justamente este grupo de “crentes” que Jesus denuncia como incrédulos no trecho 8.31-47! Como é possível? Vimos que João relata dois passos importantes do verdadeiro discípulo: primeiro, ele crê que Jesus é o Cristo (8.24; lembrando o propósito do livro como o todo, 20.31). Jesus acrescenta que o próximo passo do verdadeiro discípulo é permanecer na Sua palavra, e assim conhecer a verdade e ser libertado pela verdade da Palavra (vv. 31, 32). Estes homens acreditaram até certo ponto no ensino de Jesus, mas não tomaram o próximo passo necessário para a fé verdadeira e salvadora.

Já o falso discípulo apresenta quatro marcas: cegueira, escravidão, surdez e ilegitimidade. Na mensagem de domingo só estudamos as primeiras duas marcas apresentadas na primeira parte da conversa entre Jesus e “aqueles que haviam crido nEle”. Jesus afirmou que sua fé os libertaria se permanecessem na Sua Palavra (vv. 31, 32). A resposta deles demonstrou que eles não viam a sua própria escravidão: “Somos descendentes de Abraão e nunca fomos escravos de ninguém. Como você pode dizer que seremos livres?” (v.33). Desde o início, o povo judeu havia experimentado séculos de escravidão! Eles estavam naquele momento sob o jugo de Roma. E, como todo ser humano, nasceram escravos do pecado. Jesus estava brilhando a Sua luz na condição espiritual deles, mas eles rejeitavam a noção de serem escravos pois eram espiritualmente cegos.

Corações Abertos

A aplicação espiritual pessoal deste trecho é bastante claro: uma pessoa pode achar que é discípulo de Cristo, e de fato ser um falso discípulo!

Mateus 7.21-23 deixa isso muito claro: “Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres?’ Então eu lhes direi claramente: ‘Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que praticam o mal!’”

Esta mensagem de João é um alerta, mas não é para fazer ninguém duvidar da sua salvação. A Bíblia ensina que podemos ter a certeza da nossa salvação. Mensagens como esta servem para lembrar que o verdadeiro discípulo deve se certificar que:

  1. crê verdadeiramente em Jesus como o Cristo,
  2. e que permanece em Sua Palavra, e portanto é livre, verdadeiramente um filho de Deus.

Algumas perguntas pertinentes seriam:

Se digo que sou cristão, em que estou baseando esta afirmação? Tenho fé na minha religião, igreja, a fé dos meus pais, ou coisa parecida? Ou somente em fé em Cristo—e graça mediante a fé?

O que é mais importante para mim, ser visto como cristão (rótulo), ou ser um cristão (realidade)? Cristo é uma grife, ou é de fato Aquele que me salvou e transformou? Sou filho ou escravo?

Mãos Estendidas

É muito fácil usar mensagens como esta para julgar a espiritualidade alheia. É muito fácil enxergar o pecado dos outros, mas devemos lembrar que nossa atitude, até em relação aos falsos discípulos, deve ser de compaixão.

Temos que observar dois aspectos do seu testemunho:

Sua fala. O que essa pessoa declara reflete a verdadeira mensagem do evangelho que se encontra na Palavra de Deus? Suas palavras demonstram uma fé verdadeira em Jesus Cristo?

Sua conduta. A vida dessa pessoa é coerente com o comportamento de um discípulo verdadeiro? Demonstra um amor pelos mandamentos e princípios bíblicos? Demonstra um entendimento da verdadeira liberdade dos seus pecados?

E se chegarmos à conclusão que uma pessoa não é um verdadeiro discípulo? Isso significa que somos melhores do que ela? Que devemos desprezar ou nos afastar dela?

Claro que não! Uma vez que resolvemos a questão em nosso coração, a nossa atenção deve se voltar a compartilhar a verdade com pessoas que não conhecem o evangelho, ou aquelas que vivem na cegueira e escravidão do falso discípulo.

Você conhece alguém que pela fala é crente em Cristo, mas pela vida demonstra que não é verdadeiramente livre? Alguém que segue uma religiosidade que parece cristã, mas que de fato é vazia e escrava?

Qual a sua atitude em relação aos falsos discípulos?

Qual foi a atitude de Jesus em relação àqueles falsos discípulos?

Como você pode tomar passos práticos para evangelizar pessoas que demonstram ser falsos discípulos?

Mentes Ocupadas

Nossa leitura bíblica desta semana:

Dia 1

João 8.31-38

Dia 2

João 8.39-47

Dia 3

Mateus 7.21-23

Dia 4

1 João 2.18, 19

Dia 5

2 Coríntios 4.1-18 (esp. vv. 3-6)

Dia 6

Lucas 4.14-21

Dia 7

Mateus 11.1-6

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