Jesus e a Festa dos Tabernáculos (5): Jesus x os “Judeus”

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Ouvidos Atentos

Neste domingo continuamos a nossa minissérie “Jesus e a Festa dos Tabernáculos” dos capítulos 7 e 8 de João. Depois das Suas duas grandes afirmações durante a festa, Jesus foi questionado pelos “judeus” (a liderança religiosa judaica). Convém lembrar que os judeus fizeram isto em outro momento, depois da cura do paralítico do tanque de Betesda (João 5). Naquela situação, Jesus colocou de lado o Seu próprio testemunho a respeito de Si mesmo, apontando para quatro testemunhas importantes em Seu favor: Deus Pai, João o Batista, Sua obra, e as Escrituras. Nesta nova situação, porém, Ele defendeu Sua competência de testemunhar, mesmo a respeito de Si mesmo, e de fato colocou os próprios acusadores no banco dos réus.

Lembrem-se de quem são os atores nesta cena: de um lado temos Jesus, que, por todas as aparências humanas, era um galileu que não teve ensino formal, filho de José e Maria, mas que tinha feito grandes afirmações nas quais Ele se igualou a Deus Pai (que seria blasfêmia). Do outro lado, temos os “judeus”—fariseus, saduceus, sacerdotes e mestres da lei—homens religiosos considerados os grandes mestres da Lei de Moisés; pessoas consideradas quase santas.

O contraste que Jesus fez com as Suas respostas deixou nítido que Ele é alguém bem diferente deles, e são eles que saem perdendo. Ele é perfeitamente autoconsciente—sabe quem é, de onde veio, e para onde vai. Eles, no entanto, não tinham noção! Ele declarou que Ele é o perfeito juiz, pois julga com o juízo perfeito do Pai, enquanto eles julgavam por padrões humanos. Ele afirmou ter perfeito conhecimento que Ele compartilha com Pai; eles não conheciam ao Filho, e nem ao Pai. (Imagine só: líderes religiosos que não conheciam o Deus da sua própria religião!) Finalmente, Jesus apontou o contraste mais alarmante: Ele veio de cima e não é deste mundo. Os judeus eram do mundo; nem compartilhavam o mesmo plano de existência com o Cristo. Ele resumiu então o grande problema dos Seus acusadores: a não ser que eles cressem neste homem a quem questionavam, eles morreriam nos seus pecados. Estavam condenados, e a única solução era a fé nEle.

Corações Abertos

Vamos aplicar o que aprendemos à nossa vida espiritual. O dilema que Jesus apresentou para os judeus é o mesmo que nós enfrentamos hoje: qual vem primeiro, a fé ou o entendimento? Os judeus queriam ter certeza—entendimento absoluto—que Jesus era realmente o Cristo antes de aceitá-lO como tal. Tinham um grande problema, pois se Ele fosse o Messias, Ele não se encaixava no molde que eles haviam criado para o seu salvador.

Vejam só que opções extremas que Jesus os ofereceu:

Podiam recebê-lO pela fé: “Se alguém decidir fazer a vontade de Deus, descobrirá se o meu ensino vem de Deus ou se falo por mim mesmo” (Jo 7.17). (Decidir fazer a vontade de Deus exige acreditar na Sua vontade.)

Ou podiam rejeitá-lO de vez pelo assassinato: “Quando vocês levantarem o Filho do homem [falando da crucificação], saberão que Eu Sou, e que nada faço de mim mesmo, mas falo exatamente o que o Pai me ensinou” (Jo 8.28).

O interessante é que as duas opções levam ao entendimento; à certeza de que Ele falou a verdade. Infelizmente, uma das opções não leva à vida eterna. Um dia todos confessarão que Jesus é o Senhor, mas para muitos aquele dia será tarde demais para a sua salvação.

Será que somos muito diferentes dos fariseus? Nós não criamos hábitos e tradições em volta dos ensinamentos da Palavra de Deus, e depois tentamos forçar Deus a obedecer às normas que nós estabelecemos? Será que não cobramos ação de Deus para depois acreditar nEle? Será que nós não colocamos Deus no banco dos réus para responder às nossas acusações de como Ele deveria agir? Quais seriam alguns exemplos disso?

Mãos Estendidas

Vamos por em prática o que aprendemos esta semana.

Em vários momentos durante a festa dos tabernáculos, pessoas procuravam Jesus para prender ou matá-lO. Jesus declarou um fato triste: “Mais uma vez, Jesus lhes disse: “Eu vou embora, e vocês procurarão por mim, e morrerão em seus pecados. Para onde vou, vocês não podem ir”. Isso levou os judeus a perguntarem: “Será que ele irá matar-se? Será por isso que ele diz: ‘Para onde vou, vocês não podem ir’?” Mas ele continuou: “Vocês são daqui de baixo; eu sou lá de cima. Vocês são deste mundo; eu não sou deste mundo. Eu lhes disse que vocês morrerão em seus pecados. Se vocês não crerem que Eu Sou, de fato morrerão em seus pecados” (Jo 8.21-24).

Jesus estava dizendo que o descrente não pode segui-lO para a eternidade com Deus Pai. Se não cressem, de fato morreriam em seus pecados. Há uma grande ironia no texto, pois pensaram que isso significava que Ele pretendia matar-se. Não, eles mesmos O matariam, e pela falta de fé não conseguiriam segui-lO! Por isso Jesus disse que entenderiam quando O “levantassem” (crucificassem).

Você conhece alguém cuja própria religiosidade o impede de seguir a Cristo? Alguém que fala de fé em Jesus, mas pela sua vida demonstra não conhecê-lO realmente?

Você entende que esta religiosidade superficial não salva? Jesus afirmou claramente, que sem a fé nEle como o Cristo até pessoas religiosas morrerão nos seus pecados. (Pense bem, os “judeus” eram os líderes religiosos!)

Você entende a sua responsabilidade como cristão (aquele que crê verdadeiramente em Cristo) para com estas pessoas?

Que passos práticos você pode tomar para ajudar estas pessoas a conhecerem a Cristo? Considere a abordagem de Jesus com as pessoas que Ele estava alcançando.

Mentes Ocupadas

Nossa leitura bíblica desta semana:

Dia 1

João 8.12-30

Dia 2

João 5.19-47

Dia 3

João 7.15-24

Dia 4

Atos 10.1-48 (esp. v. 34)

Dia 5

Isaías 33.20-24

Dia 6

2 Timóteo 4.1-8

Dia 7

Atos 2.1-47

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