Jesus e a Festa dos Tabernáculos (2): Decidindo Fazer a Vontade de Deus

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Ouvidos Atentos

Neste domingo continuamos estudando as atividades de Jesus durante a festa dos tabernáculos (Jo 7). Depois de negar-se a ir com os seus irmãos à festa, Jesus subiu em segredo para Jerusalém, e não se manifestou até que a festa estivesse em andamento por vários dias, pois sabia que os líderes religiosos procuravam prender e matá-lO. Na mensagem de domingo, vimos que Ele começou a ensinar no pátio do templo, coisa que muitos outros mestres e rabbis faziam naquela época. A reação dos “judeus” (liderança judaica) e da multidão nos mostra que Ele era muito diferente dos outros mestres, tanto no conteúdo da Sua mensagem como na Sua autoridade. É importante lembrar que Jesus tinha a aparência de um homem galileu comum; não havia nada para marcá-lO como sendo diferente, e certamente não como sendo Deus. Mas as Suas afirmações eram tão espetaculares que levou muitos a concluir que Ele só podia ser louco, endemoniado, mentiroso ou todas as respostas acima.

O interessante do texto que examinamos é que o Evangelista nem registra o conteúdo do ensino de Jesus (pois sabemos bem o que Jesus ensinava), mas relata a reação do povo, e as interações de Cristo com aqueles que estavam divididos a Seu respeito. Jesus respondeu com várias afirmações surpreendentes. Jesus questionou o sistema de educação do povo judeu. Eles questionavam a Sua autoridade por não ter sido educado formalmente. Ele atacou a sinceridade deles, pois o Seu ensino vinha de Deus, e eles não o reconheciam. Ele afirmou que se eles decidissem fazer a vontade de Deus, eles teriam confirmação que o ensino era de Deus Pai. Jesus questionou a sinceridade do povo judeu, pois eles afirmavam seguir a Moisés, mas julgavam pelas aparências, portanto queriam violar a lei (matando Jesus) porque não entendiam o Seu comportamento. Jesus por fim atacou o conhecimento dos judeus, afirmando que eles só conseguiam discernir o físico e o terreno (Ele é nazareno), mas o verdadeiro conhecimento é espiritual e procede de Deus Pai.

A reação até este ponto da festa foi de confusão. Os “judeus” procuravam prendê-lO, e o povo não sabia se decidir: Ele é o Cristo ou não?

Corações Abertos

Os princípios que Jesus ensinou tem aplicações espirituais muito práticas para o nosso dia a dia. Nós resumimos o estudo em três ideias ou conceitos gerais. Vamos ver como podemos considerá-los na nossa vida pessoal.

O ensinamento correto (a verdade verdadeira) é aquele que vem de Deus Pai.

Por que é importante entender isso? Isso afeta como entendemos a família? Isso afeta como entendemos o nosso trabalho? Ou a escolha de uma carreira? Que outras áreas devem ser informadas pela verdade que vem de Deus?

O julgamento correto (justo) é aquele que entende os valores de Deus Pai.

Você já esteve numa situação onde um julgamento precipitado ou baseado nas aparências levou a alguma confusão? Como podemos evitar estas situações?

Pv 18.13 diz, “Quem responde antes de ouvir, comete insensatez e passa vergonha”. Que princípio neste provérbio nos ajudará a evitar julgamentos precipitados?

O conhecimento correto é aquele que procede de Deus Pai.

A resposta de Cristo em relação à confusão do povo sobre Sua identidade (é o Cristo ou não?) foi esta: vocês precisam conhecer a Deus, e assim me conhecerão. O cristão é aquele que já decidiu que Jesus é o Cristo. Mas existe a possibilidade de vivermos com indecisão em certas áreas, o ateísmo funcional do qual falamos no estudo de Jonas. Como podemos evitar esta indecisão?

Mãos Estendidas

Nesta seção sempre tentamos pensar sobre alguns passos práticos para viver aquilo que aprendemos. Desta vez, o passo mais prático se encontra nas palavras de Jesus: “Se alguém decidir fazer a vontade de Deus, descobrirá se o meu ensino vem de Deus ou se falo por mim mesmo” (Jo 7.17). Ou seja, o primeiro passo da fé que tomamos é a decisão de fazer a vontade de Deus.

Na Salvação. A Bíblia diz claramente que a salvação é algo que Deus faz, e que a maneira que recebemos a Sua salvação é pela fé. Quando pessoas tentam ganhar ou manter a sua salvação pelas obras estão “decidindo fazer a vontade de Deus”? Estão fazendo a vontade de quem? (Ef 2.8, 9; Gl 3.1-6)

Na Caminhada Cristã. Há uma grande diferença entre saber o que a Bíblia diz e obedecer, de fato, a Deus. Muitos têm conhecimento do ensinamento bíblico, mas isso não significa que estão praticando os mandamentos e princípios bíblicos. Precisamos “decidir fazer a vontade de Deus”, e assim saberemos que os ensinamentos da Bíblia são verdadeiros.

Sabemos, por exemplo, que a vontade de Deus é que estudemos a Sua Palavra (Sl 1; 19; 119; 2 Tm 3.16, 17). Mas só iremos ler a Bíblia quando decidirmos fazer a Sua vontade e pegar a Bíblia e ler. Você já decidiu fazer a Sua vontade neste aspecto?

Sabemos que a vontade de Deus é a nossa santidade (1 Ts 4.3). Você já decidiu fazer a Sua vontade quanto à sua santidade?

Sabemos que a vontade de Deus é que façamos discípulos de Cristo (Mt 28.19, 20). Você já decidiu fazer a Sua vontade, falando de Cristo para outras pessoas; vivendo a sua fé de modo que pessoas perguntem a razão da sua fé (1 Pe 3.15)?

Você entende que há uma grande diferença entre saber a vontade de Deus e decidir fazer a Sua vontade? Ambos são necessários, mas o saber é inútil sem a decisão de fazer alguma coisa com o conhecimento (Tg 2.14-20).

Mentes Ocupadas

Nossa leitura bíblica desta semana:

Dia 1

João 7.14-31

Dia 2

João 7.32-52

Dia 3

1 Tessalonicenses 4.1–8

Dia 4

1 Pedro 3.13–17

Dia 5

Tiago 2.14-20

Dia 6

Efésios 2.1-10

Dia 7

Gálatas 3.1-9

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