Jesus e a Festa dos Tabernáculos (1): A Submissão de Jesus à Agenda de Deus

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Ouvidos Atentos

Na mensagem de domingo voltamos à nossa série Podes Crer com a passagem de João 7.1-13, que serve de introdução para o período de conflito na vida de Jesus. Certamente Jesus já havia causado controvérsias até então no Seu ministério, mas deste ponto em diante, veremos que as facções estavam cada vez mais polarizadas, com o grupo de liderança judaica—que João chama “os judeus”—procurando meios de matá-lO.

Sabemos do texto que estava próxima a festa dos tabernáculos, e vimos uma interação de Jesus com o Seus irmãos em relação à Sua participação na festa. (Sabemos o nome de pelo menos quatro irmãos de Jesus, e o fato que Ele tinha irmãs também, do texto de Marcos 6.3.) Eram filhos de José e Maria, portanto meio-irmãos de Jesus. A princípio, parece que eles eram a favor de Jesus e o Seu ministério, e que estavam dando conselhos bons: “Vá para Judeia! Seja reconhecido!” Mas João esclarece que os seus conselhos procediam da sua incredulidade: “Pois nem os seus irmãos criam nele” (Jo 7.7). Eles estavam promovendo o sensacionalismo, o egocentrismo e o oportunismo ao sugerir que Jesus deveria procurar um “mercado” maior para os Seus milagres, para ganhar fama e tirar melhor vantagem dos Seus poderes.

A resposta de Jesus é semelhante à resposta que Ele deu à Maria no casamento em Caná (Jo 2.4)—não era a Sua hora, o Seu tempo. Ele estava seguindo a agenda de Deus, trabalhando até a hora da Sua morte na cruz. Ele não subiria à festa com os seus irmãos, adotando os propósitos deles. Mais tarde Ele subiu à festa, mas em segredo. Ele tinha, sim, planos de estar na festa, mas de acordo com a vontade de Deus a qual Ele se submetia.

Enquanto isso, na festa, “os judeus” estavam à procura dEle (para matá-lO), as multidões estavam indecisas: alguns achavam Ele um bom homem; outros que Ele era um enganador. Cada vez mais, as tensões causadas pelo ensinamento de Cristo montavam o cenário para uma grande crise, que culminaria na cruz.

Corações Abertos

Vamos aplicar as verdades que aprendemos  à nossa vida espiritual. A partir deste texto, nós observamos dois princípios que podemos aprender a respeito da atitude de Jesus quanto ao plano de Deus, e das várias atitudes das pessoas em relação à fé em Cristo.

Os propósitos de Deus exigem um plano de ação diferente do mundo.

Estamos livres para usar os recursos e as ferramentas do mundo, mas não podemos nos submeter às filosofias ateístas ou humanistas da sociedade.

Vimos o exemplo da internet como ferramenta durante a mensagem. Quais seriam outros exemplos de ferramentas ou recursos do mundo que podemos usar? Como podemos distinguir entre a ferramenta e a filosofia por trás dela? Discuta alguns exemplos de filosofias ateístas ou humanistas que precisamos reconhecer e evitar.

Falamos da dinâmica do RECEBER (aceitar aquilo que reflete claramente os valores de Deus na Bíblia), REJEITAR (abandonar completamente o que a Bíblia declara como pecado), ou REDIMIR (resgatar em Cristo coisas que são neutras, e que podem ser usadas para o reino). Discuta alguns exemplos práticos.

O plano de Deus exige uma decisão da nossa parte. Vimos quatro atitudes no texto de domingo.

Pessoas que criam que Jesus afirmava ser Deus, mas que O rejeitaram.

Pessoas que criam que Jesus afirmava ser Deus, mas que achavam que Ele estava mentindo.

Pessoas que criam em Jesus, mas apenas como sendo um bom homem.

Pessoas que criam que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus.

A fé verdadeira para salvação não é apenas acreditar que Deus existe ou que Jesus era uma pessoa histórica com uma boa mensagem; a verdadeira fé aceita a afirmação divina: Jesus é Deus-Filho, o Cristo. Você conhece pessoas que “acreditam” em Deus assim? Como você pode ajudá-los a entender a fé verdadeira?

Mãos Estendidas

Vamos fazer um exercício prático para aplicar ao nosso dia a dia as verdades que aprendemos.

Jesus se recusou a morrer em várias ocasiões (Jo 7.6; 8.20, 59), pois sabia que morreria, mas só na hora planejada por Deus. Também não permitiu que a multidão o coroasse rei (Jo 6.15), pois, no tempo certo, sabe que Deus fará todo joelho se dobrar diante do Rei dos Reis (Fp 2.9-11). Um ponto chave para o entendimento desta atitude de Jesus é que Ele se submetia perfeitamente à vontade e à agenda de Deus.

Poderíamos argumentar que não temos um conhecimento tão perfeito quanto o de Cristo sobre o plano de Deus. Sabemos, no entanto, que Ele “nos tem dado tudo o que diz respeito à vida e à piedade” (2 Pe 1.3). Portanto, podemos concluir que temos o suficiente para conhecer a nossa parte no Seu plano, para crer nEle e o Seu propósito em Cristo e assim para obedecer à Sua vontade. Isso até quando não se enquadra com os nossos planos.

Em quais destas áreas devemos nos submeter em obediência à vontade de Deus revelada nas Escrituras? (Escreva sim ou não no espaço.)

 ____ nos nossos relacionamentos pessoais (família, amizades, namoros, etc.)

 ____ nos nossos relacionamentos profissionais (patrões, empregados, etc.)

 ____ na nossa escolha de carreira (e os estudos que levam a essa carreira)

 ____ nas nossas decisões financeiras

 ____ nas nossas escolhas de lazer ou entretenimento

Você colocou “não” em alguma área? Por que você acha que não deve se submeter à Deus nesta área? O que a Bíblia ensina sobre isso? Nas áreas que você escreveu “sim”: você conhece o ensinamento bíblico para essa área? Como saberá se submeter à vontade de Deus se não conhece a Sua vontade?

Mentes Ocupadas

Nossa leitura bíblica desta semana:

Dia 1

João 7.1-13

Dia 2

Levítico 23.33-42

Dia 3

Rom 10.1–17

Dia 4

Filipenses 2.1–13

Dia 5

1 Coríntios 10.23–24

Dia 6

João 7.14-31

Dia 7

João 7.32-52

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