A Morte e a Ressurreição (2): Para que Serve a Ressurreição?

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Ouvidos Atentos

Neste domingo da Páscoa, estudamos sobre a ressurreição de Cristo. Repetimos a fórmula da semana retrasada: descrevemos o evento para depois entender a verdade espiritual que acontecia naquele evento. Para a crucificação, examinamos Mateus 27, e estudamos a obra de Jesus na cruz a partir de 2 Co 5.19-21. Neste domingo, assistimos uma bela apresentação da vida, ministério, morte e ressurreição de Jesus direto dos textos de João, e estudamos a importância da ressurreição a partir de Colossenses 3.1-17, nos concentrando especialmente nos vv. 1-4.

Podemos resumir o estudo desta passagem com a seguinte afirmação: A ressurreição de Jesus Cristo é a base da nossa vida cristã diária, e a esperança da nossa vida eterna futura. Paulo começa o texto dizendo, “Portanto, já que vocês ressuscitaram com Cristo…” (v. 1), ou seja; tudo que ele vai explicar aceita  como pressuposto duas verdades importantes. Primeiro, que a morte e a ressurreição de Jesus Cristo foram fatos históricos. Em segundo lugar, que o registro bíblico está correto quanto ao valor espiritual destes fatos; que em Sua morte o nosso velho homem também foi crucificado (Rm 6.6, 7) e que na Sua ressurreição nós também ressurgimos para uma nova vida (Rm 6.4, 5).

Já que Ele foi crucificado e ressuscitou, e, pela fé, nós também participamos da morte e da ressurreição, Paulo exorta o cristão a uma nova atitude (ou pensamento) e a um novo comportamento (norteado pela nova atitude). Ele nos instrui a procurar e manter os nossos pensamentos “no alto”, ou nas coisas divinas, “onde Cristo está assentado à direita de Deus” (Cl 3.1-3). Este novo jeito de pensar (atitude, cosmovisão), nos levará a uma nova maneira de viver (comportamento), na qual nós mortificamos o velho homem, e nos revestimos dos valores que caracterizam Jesus Cristo e Deus Pai. Tudo isso prevê a vida eterna futura, garantida em Cristo, quando seremos manifestados com Ele em glória (v. 4).

Corações Abertos

O que nós aprendemos no domingo tem inúmeras aplicações espirituais, algumas claramente indicadas no texto. Paulo explica em termos claros que a ressurreição de Cristo tem repercussões abrangentes na nossa vida diária como crentes em Cristo Jesus.

Uma Maneira Nova de Enxergar a Vida (pensamento). A partir do momento que aceitamos a Jesus como Salvador, a Bíblia nos descreve como novas criaturas (2 Co 5.17), cidadãos do céu (Fp 3.20) e sacerdócio real (1 Pe 2.9), entre outras coisas. O cristão pensa diferente do não-cristão, ou pelo menos deveria pensar; pensamentos e desejos que refletem os valores de Deus (do alto).

Onde estão os seus pensamentos? Eles estão com Cristo, ou estão escravizados às preocupações da vida? Podemos resolver os problemas diários por meio dos pensamentos voltados para Deus?

Uma Maneira Nova de Viver a Vida (comportamento). O cristianismo se confunde em relação a fé e as obras. A Bíblia mostra claramente que a fé deve levar às obras, e não as obras à fé. Isso não anula as obras; o comportamento cristão deve ser diferente, e governado pela nova atitude em Cristo. Discuta com o seu grupo maneiras práticas de aplicar as duas dinâmicas abaixo na vida diária do cristão.

Mortificar/Despir-se Vivificar/Revestir-se
imoralidade sexual profunda compaixão
impureza bondade
paixão humildade
ganância/idolatria mansidão
ira/indignação paciência
maldade perdão
maledicência amor
linguagem indecente paz
mentira gratidão

 

Mãos Estendidas

Quando vemos as duas listas lado a lado (como na seção “Corações Abertos”), fica bem claro que a vida sob o pecado se concentra no eu e na satisfação dos desejos do eu; mas a vida em Cristo tem um foco que parte do eu, mas opera a serviço do outros. Isso encaixa muito bem com os princípios que já observamos de Tiago 4, onde vemos que as contendas e dissensões que ocorrem vêm das nossas próprias paixões e nossos próprios desejos.

O texto de Colossenses (e outros), deixa claro que um dos propósitos divinos em Cristo é trazer a unidade em meio à diversidade; de quebrar barreiras que separam pessoas: “Nessa nova vida já não há diferença entre grego e judeu, circunciso e incircunciso, bárbaro e cita, escravo e livre, mas Cristo é tudo e está em todos” (3.11).

Tarefa: Durante a próxima semana, comece um novo hábito (se você já não o faz). Escolha uma prática da lista “mortificar”, e determine abandonar aquela prática em Cristo. A seguinte ideia serve apenas de exemplo, você escolherá a área mais apropriada para sua vida.

Considere a “maledicência” (literalmente, “blasfêmia”—difamar, ou falar mal dos outros). Se isso for algo que você pratica—fofocando sobre as pessoas, falando mal de alguém para outra pessoa, insultando pessoas que te machucam, etc.—então você se concentraria em mortificar a maledicência esta semana.

Alguns exercícios práticos:

  • Ore pela pessoa da qual falava mal. Uma oração positiva! Procure saber as necessidades e desafios da vida dela, para orar com ciência.
  • Vença o mal com o bem (Rm 12.18-21). Em vez de falar mal, procure beneficiar a pessoa de alguma forma.
  • Confesse e peça perdão. Procure a pessoa e explique a situação, e busque o seu perdão.

O interessante deste exercício é que ao ser proativo na mortificação, os pensamentos e comportamentos que devemos vivificar acontecem automaticamente. Humildade nos leva a querer parar de falar mal, e também de buscar perdão, que está ligado ao amor e à paz. Fazer o bem implica bondade. Os outros valores naturalmente fluirão do nosso desejo (novo) de querer fazer o que é certo.

Mentes Ocupadas

Nossa leitura bíblica desta semana:

Dia 1

Mateus 28.1-20

Dia 2

Marcos 16.1-20

Dia 3

Lucas 24.1-53

Dia 4

João 20.1-30

Dia 5

Colossenses 3.1-17

Dia 6

Romanos 6.1-11

Dia 7

Romanos 6.12-23

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