A Morte e a Ressurreição (1): O Que Aconteceu na Cruz?

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Ouvidos Atentos

Neste domingo fizemos um breve intervalo na série Podes Crer para estudar sobre a crucificação de Cristo, preparando para estudar sobre Sua ressurreição na Páscoa. Depois de ler a série de eventos durante a crucificação no evangelho de Mateus (27.15-61), examinamos 2 Coríntios 5.19-21 para entender o que estava acontecendo espiritualmente enquanto Jesus padecia e morria na cruz.

Paulo divide o ensino deste trecho em cinco temas: Deus, por intermédio dos Seus ministros, que falam da parte de Cristo, tem uma mensagem de reconciliação, a saber, que Ele resolveu o problema do pecado do homem em Cristo. Observa-se uma nítida distinção entre o plano da salvação (reconciliar o homem pecador em Cristo), que está completamente nas mãos de Deus, e a mensagem da salvação, que Deus escolheu confiar às pessoas fiéis que se mobilizam e fazem o apelo de Deus: reconciliem-se com Ele!

O versículo chave do nosso estudo foi o v. 21, uma declaração que o autor e pastor John MacArthur afirma ser um dos melhores resumos do evangelho: “Deus tornou pecado por nós aquele que não tinha pecado, para que nele nos tornássemos justiça de Deus”. Este versículo opera em conjunto com a afirmação  que Deus em Cristo “não lança em conta” os nossos pecados (v. 19), mas ao invés de contar contra nós, Ele fez uma grande troca: tornou Jesus, o Seu perfeito Filho, em pecado—nosso pecado!—para que nós pudéssemos nos tornar a justiça de Deus (v. 21)!

Foi isso que aconteceu na crucificação de Cristo: Deus estava reconciliando em Cristo todo aquele que, por motivo do seu pecado, nunca teria acesso ao seu Criador. Como? Atribuindo ao seu Filho, que não tinha pecado, todos os nossos pecados, e imputando a justiça perfeita de Cristo a nós.

Corações Abertos

Este trecho se aplica facilmente à ideia de compartilhar o evangelho. Da mesma forma que Paulo fazia o apelo à igreja de Corinto, podemos entender como nós que temos o evangelho hoje devemos compartilhar com aqueles que ainda não O conhecem.

Observamos no mundo evangélico várias formas de tentar motivar os cristãos a evangelizarem:

Por pressão ou sentimento de culpa. Este tipo de apelo é aquele que diz, “Olha, você sabe que precisa contar para as outras pessoas sobre Jesus, certo? Deus ordenou, você tem que fazer! Você é um crente muito ruim se não está falando de Cristo para os outros”. Isso funciona? Você já se sentiu pressionado pela culpa a falar de Cristo para as outras pessoas? Este tipo de evangelismo é eficaz? A qualidade da mensagem é boa sob este tipo de pressão?

Tá tudo azul! Outros acham que devemos nos concentrar apenas nas coisas positivas da mensagem do evangelho: vida eterna, vitória, prosperidade, o amor de Deus ou Jesus como amigo, camarada. De certo modo, chega a um ponto que pessoas nem sabem porque precisam da salvação, pois parece que está “tudo azul”—não há um problema. Este “evangelho” está completo? O que falta? Foi assim que Jesus declarou o evangelho? Paulo? João, discípulo do amor?

Equilibrado. Paulo diz que foi constrangido, não por culpa, mas pelo amor de Jesus, pois entendia que a salvação não só servia para todos, mas era necessária para todos. A mensagem do evangelho, para ser completa, precisa esclarecer o quê? Discuta com o seu grupo os elementos principais da mensagem do evangelho, usando 2 Coríntios 5.19-21 como guia.

Este ensinamento é difícil para você? Será que se você estivesse presente naquele dia, você entenderia o que Ele estava dizendo? Você entende como ter toda a palavra de Deus nos ajuda a entender até declarações difíceis como esta?

Mãos Estendidas

Esta seção foi adaptada do texto em inglês que se encontra
nesta página do site IX Marcas.

Mark Dever, o autor do livro “9 Marcas de uma Igreja Saudável”, afirma que podemos resumir bem o evangelho se entendermos o sentido bíblico de quatro palavras: Deus, Homem, Cristo e Resposta.

Mark Dever explica um pouco mais a respeito de cada termo:

Deus. Deus é Criador de todas as coisas (Gn 1.1). Ele é perfeitamente santo, digno de toda adoração e punirá o pecado. (1 Jo 1.5, Ap 4.11, Rm 2.5-8).

Quando você apresenta o evangelho para alguém, você apresenta o retrato bíblico de quem Deus é?

Homem. Todas as pessoas, embora criadas boas, tem se tornado pecadoras por natureza (Gn 1.26-28; Sl 51.5; Rm 3.23). Desde o nascimento, todas as pessoas são alienadas de Deus, hostis contra Deus e sujeitas à ira de Deus (Ef 2.1-3).

Quando você apresenta o evangelho para alguém, você apresenta este retrato bíblico da natureza e responsabilidade humana?

Cristo. Jesus Cristo, que é completamente Deus e completamente homem, viveu uma vida sem pecado, morreu na cruz para aceitar em si a ira de Deus no lugar de todos aqueles que creriam nEle e ressuscitou da morte a fim de dar a Seu povo a vida eterna (Jo 1.1; 1 Tm 2.5; Hb 7.26; Rm 3.21-26; 2 Co 5.21; 1 Co 15.20-22).

Quando você apresenta o evangelho para alguém, você apresenta Cristo como a Bíblia o revela?

Resposta. Deus chama a todos em todos os lugares para se arrependerem dos pecados e crerem em Cristo para serem salvos (Mc 1.15; At 20.21; rm 10.9-10).

Estas boas novas tem impactado a sua vida? Como a mensagem do evangelho transborda da sua vida para a vida dos outros? Que resposta você está pedindo destas pessoas?

Voltando à discussão dos principais elementos da mensagem de 2 Co 5.19-21: este trecho lida com todos os quatro elementos sugeridos pelo Mark Dever? Onde se encontram?

Mentes Ocupadas

Nossa leitura bíblica desta semana:

Dia 1

Mateus 27.11-61

Dia 2

Marcos 15.1-47

Dia 3

Lucas 22.63-70; 23.1-49

Dia 4

João 18.28-40; 19.1-42

Dia 5

2 Coríntios 5.1-10

Dia 6

2 Coríntios 5.11-21

Dia 7

Romanos 4.1-25 (esp. 18-25)

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