Jesus, o Pão da Vida (4): A Vontade de Deus Pai

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Ouvidos Atentos

Como sabem, estamos fazendo uma minissérie sobre o discurso do pão da vida, registrado no capítulo 6 do evangelho de João. No domingo passado observamos que o discurso começa com uma multidão quase perseguindo Jesus atrás de milagres e de alimento, e termina com a maioria desta multidão abandonando Jesus. Entre estes dois eventos, temos registrado o discurso de Cristo, que é organizado na estrutura literária chamada quiasmo, uma forma de paralelismo invertido. Neste domingo estudamos as propostas centrais da estrutura, que levaram a liderança religiosa (“os judeus” no evangelho de João) a questionarem a autoridade de Jesus por meio da sua paternidade. Examinaremos esta reação e as reações das outras pessoas presentes no próximo domingo.

Podemos resumir o ensino da passagem que estudamos em duas partes: a dinâmica que Jesus afirma sobre ver o Filho e crer nEle, e a explicação de Jesus sobre o relacionamento entre Deus Pai, Deus Filho e os homens a quem Jesus foi enviado. Estudamos as afirmações dentro da estrutura do quiasmo, mas também organizamos as propostas num esboço mais ocidental, para ajudar o nosso entendimento: Jesus declarou que veio do céu não para fazer a sua vontade, mas a vontade do Pai. A vontade de Deus Pai é que o Filho não perca nenhuma das pessoas que o Pai lhe deu, e que todo aquele que olhar para o Filho e crer nEle tenha a vida eterna, e Ele o ressuscitará no último dia. Portanto Jesus afirma claramente: Deus Pai certas pessoas ao Filho; estas pessoas vêm ao Filho e nunca serão rejeitadas. Porém, é impossível vir ao Filho sem ser atraído pelo Pai.

Portanto, todo aquele que crê tem duas qualidades:

  1. foi dado ao Filho,
  2. e é atraído pelo Pai para vir a Ele e crer nEle.

Jesus, Deus Filho, dá duas promessas (garantias) a estas pessoas:

  1. Ele lhes dá a vida eterna,
  2. e os ressuscitará no último dia.

Corações Abertos

Entendo que existem algumas declarações controversas nesta mensagem de Jesus. Os judeus e a multidão também acharam, talvez por motivos diferentes dos nossos. Leia e discuta com o seu grupo as seguintes perguntas da mensagem referentes à soberania de Deus na salvação versus a responsabilidade do ser humano.

Se Deus atrai quem Ele dá ao Filho (soberania), por que ainda somos culpados se nós rejeitarmos o Filho (responsabilidade)?

A Bíblia diz que somos responsáveis por nossas decisões referentes a Ele e o Seu Filho? (Sim ou não)

Leia João 3.16-21. Jesus diz que as pessoas estão condenadas por quê?

Leia Romanos 1.16-25. Qual o termo usado para descrever as pessoas que rejeitam a revelação geral a respeito de Deus na criação (v. 20)?

Estudamos em João 3 que a salvação é inteiramente uma obra soberana de Deus. Agora em João 6 vemos que Deus não só dá certas pessoas para Cristo, mas as atrai. Estas ações soberanas contrariam a responsabilidade individual do ser humano que lemos nos textos de João 3.16-21 e Rm 1.16-25? (Sim ou não) Por quê, ou por que não?

Se Deus atrai as pessoas (ato soberano), por que devemos evangelizar (responsabilidade humana)?

Qual é o mandamento de Mateus 28.19-20? O mandamento tem alguma restrição em relação a quem deve ser evangelizado?

Eu tenho algum jeito de reconhecer quem o Pai está atraindo e quem Ele talvez não esteja?

Leia Tiago 2.1-4. Eu posso escolher quem é merecedor do evangelho?

Se Deus ordena que faça, eu tenho que entender completamente como funciona? Por quê, ou por que não?

Mãos Estendidas

Vamos colocar em prática aquilo que aprendemos esta semana.

Por que Deus não explica melhor como a Sua soberania e minha responsabilidade podem coexistir? Já falamos de Dt. 29.29; vale a pena ver de novo: “As coisas encobertas pertencem ao Senhor, ao nosso Deus, mas as reveladas pertencem a nós e aos nossos filhos para sempre, para que sigamos todas as palavras desta lei”. Ou seja, como Ele falou para Israel quando estava reiterando a Lei em Deuteronômio, existem coisas que Ele sabe que não revelou para nós. Se não revelou é porque pertence a Ele. Nossa responsabilidade é acreditar e agir de acordo com o que foi revelado, não de descobrir o que está encoberto.

Qual é a sua responsabilidade diante do Deus soberano?

Fé. Quem crê no Filho, tem a vida eterna. Crê nisso?

Compartilhar com o mundo as boas novas da salvação em Cristo Jesus. Determine: esta semana, eu vou compartilhar as boas novas do evangelho com ___________________________. Comece a orar que Deus lhe dê oportunidades para compartilhar o evangelho com esta pessoa.

A soberania de Deus às vezes nos assusta (e deve! O temor do Senhor é o início da sabedoria, Pv 1.7); mas também deve ser um grande conforto, pois implica uma garantia absoluta:

Eu, ________________________, sou responsável pela minha fé em Deus.

Eu, ________________________, não sou autor da minha salvação.

Eu, ________________________, não garanto a minha própria salvação.

Se eu, ________________________, creio em Cristo, sei que fui dado ao Filho, atraído pelo Pai, e tenho a vida eterna, e serei ressuscitado no último dia. Agora vou levar esta mensagem para _______________________.

Mentes Ocupadas

Nossa leitura bíblica desta semana:

Dia 1

João 6.31-51

Dia 2

João 6.36; 45-47

Dia 3

João 6.37-40; 44

Dia 4

João 6.41-43

Dia 5

João 3.1-21

Dia 6

Romanos 1.1-32

Dia 7

Salmo 78
(leia pensando sobre João 6)

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