Jesus, o Pão da Vida (3): O Pão que Desceu do Céu

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Ouvidos Atentos

Neste domingo continuamos o nosso estudo do discurso do pão da vida no capítulo 6 de João. Convém lembrar que neste capítulo João relata a multiplicação dos pães e dos peixes e o quando Jesus anda sobre as águas para servir de ponte para este discurso. Na multiplicação, tinha uma multidão que procurava Jesus porque Ele estava fazendo milagres (6.2); estes receberam alimento, e por isso continuavam O seguindo, mesmo quando Ele atravessou o mar para Cafarnaum (6.26).

Estaremos examinando o discurso em pelo menos três partes, pois ele é organizado de uma forma bem interessante. O texto começa nos vv. 22-30, com uma multidão que está à busca de Jesus, e termina na passagem dos vv. 52-71, onde a maioria desta multidão, escandalizada pelo ensino de Cristo, abandona Jesus. No meio destes dois trechos, temos a primeira de sete declarações “Eu sou…” (ego eimi) de Jesus. Diferente de outros textos onde Jesus usa a frase “eu sou”, estas sete declarações são metáforas pelas quais Jesus está declarando Sua deidade, e revelando algum aspecto do Seu caráter e o Seu relacionamento com a humanidade. Neste caso, Ele declara “Eu sou o pão da vida” (vv. 35, 48), e então explica as implicações desta declaração.

O seu discurso (vv. 31-51) é organizado num quiasmo, uma estrutura literária muito conhecida no mundo antigo (como vimos no capítulo 5). Ao longo destes estudos, examinaremos seis conceitos principais organizados em volta de uma crítica central sobre a autenticidade das afirmações de Jesus.

Neste domingo examinamos os eventos que levaram as pessoas a procurarem Jesus, e o começo do Seu discurso do pão da vida, que gira em torno do milagre do maná que Deus deu ao povo de Israel durante o seu tempo vagando pelo deserto. Veremos as afirmações centrais desta parte do discurso na próxima seção.

Corações Abertos

O estudo de quiasmos não é para todos. O conceito em si é simples, mas quando estudamos trechos como este com uma estrutura mais complexa, pode parecer muito estranho para o nosso jeito ocidental de pensar. Por isso, vamos resumir as afirmações dos pontos A (vv. 31-34; 50-51) e B (vv. 35; 48-49) do quiasmo que vimos no domingo, para fazer a aplicação espiritual.

A vv. 31-32a: Os nossos antepassados comeram o maná no deserto; como está escrito: ‘Ele lhes deu a comer pão do céu’”. Declarou-lhes Jesus: “Digo-lhes a verdade: Não foi Moisés quem lhes deu pão do céu,

A1 vv. 32b-34: mas é meu Pai quem lhes dá o verdadeiro pão do céu. Pois o pão de Deus é aquele que desceu do céu e dá vida ao mundo”. Disseram eles: “Senhor, dá-nos sempre desse pão!”

B v. 35a: Então Jesus declarou: “Eu sou o pão da vida.

B1 v. 35b: Aquele que vem a mim nunca terá fome; aquele que crê em mim nunca terá sede

[O quiasmo completo vai até o ponto F, o centro X, e inverte até voltar para o B’ abaixo.]

B’ v. 48: Eu sou o pão da vida.

B1’ v. 49: Os seus antepassados comeram o maná no deserto, mas morreram.

[O texto que corresponde ao A e o A1 acima é organizado em outro quiasmo curto, que também inclui elementos do ponto B.]

A’ (a) v. 50a:  Todavia, aqui está o pão que desce do céu,

A’ (b) v. 50b: para que não morra quem dele comer.

A1’ (x) v. 51a: Eu sou o pão vivo que desceu do céu.

A1′ (b’) v. 51b: Se alguém comer deste pão, viverá para sempre.

A1′ (a’) v. 51c: Este pão é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo”.

Maná, o pão do céu

O povo, querendo que Jesus fizesse algum milagre, falou do maná, o pão do céu que receberam por quarenta anos no deserto (Ex 16). Este pão era alimento físico, e que literalmente descia do céu (aquele que vemos quando olhamos para cima) com o orvalho. Jesus afirmou duas coisas importantes sobre o maná: 1) foi dádiva de Deus, não algum produto de esforço humano (Moisés); 2) o pão tinha efeito temporário, e todos que comeram morreram.

Jesus, o pão da vida, o verdadeiro pão do céu

Jesus estava declarando um verdade nova. Se juntarmos as qualidades que Ele afirma: Ele é o verdadeiro pão do céu (vv. 32-33; 50-51), pão que tem vida em si mesmo (pão vivo, v. 51) e que dá vida para as pessoas (pão da vida, vv. 35, 48). Jesus é semelhante ao maná, pois é dado por Deus Pai, mas o céu de onde vem é a habitação de Deus, não o céu que vemos com os olhos. Ele é semelhante ao maná, pois é alimento, mas é diferente no sentido que é alimento espiritual, e dá vida eterna.

Qual o seu interesse em Jesus? A multidão O procurava porque Ele curava ou alimentava; eles estavam atrás daquilo que Jesus podia oferecer em termos de coisas materiais e temporárias. Por que você procura Jesus? O que você quer dEle? Está buscando o maná: algo imediato, mas que não dura? Ou você segue a Jesus porque Ele é o pão da vida: vida eterna, oferecida por Deus e aceita pela fé, que dura por toda eternidade?

Mãos Estendidas

Vamos colocar em prática aquilo que aprendemos esta semana.

Você acha que as multidões mudaram desde a época de Cristo? Considere: o que é mais comum, pessoas não salvas que vêm à porta da IBABI em busca de alimento ou ajuda financeira, ou pessoas não salvas procurando soluções espirituais da Bíblia para os seus problemas? “Ah, mas assim tá fácil, né? Não conhecem a Cristo; claro que vão querer algo material!” De fato, a maioria de pessoas não salvas buscam coisas materiais.

Mas e pessoas salvas? Estas pessoas geralmente vêm para os cultos e entendem que buscam algo espiritual. Mas considere: se eu estiver atrás de uma solução espiritual simples, que “quebre o galho”, uma solução imediata—ou pelo menos rápida—será que estou procurando Jesus, o pão da vida? Ou será que estou procurando um pãozinho do momento para resolver o meu problema?

Entenda: Deus às vezes providencia soluções simples para alguns problemas. Dinheiro na hora certa. Saúde onde a medicina não tem explicação. Trabalho para quem procura. Maná no deserto. Mas até mesmo as soluções rápidas existem para nos apontar para o Deus que providencia um alimento espiritual duradouro e eterno: Jesus Cristo.

Como esta declaração—Eu sou o pão da vida—com todas as suas implicações, vai transformar a sua vida esta semana?

Que problemas ou desafios você ou alguém conhecido está enfrentando? Deus está providenciando alguma solução simples? Se não, quais mandamentos ou princípios bíblicos se aplicam à sua situação para conviver com este desafio até que a solução divina se apresente?

Mentes Ocupadas

Nossa leitura bíblica desta semana:

Dia 1

João 6.22-30

Dia 2

João 6.31-34; 50-51

Dia 3

João 6.35; 48-49

Dia 4

Êxodo 16

Dia 5

Números 11

Dia 6

Neemias 9

Dia 7

João 6.31-51

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