Jesus, o Pão da Vida (1): O Milagre da Multiplicação dos Pães e dos Peixes

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Ouvidos Atentos

Neste domingo começamos uma minissérie dentro da série Podes Crer, pois ao longo dos próximos domingos estaremos estudando o discurso do Pão da Vida, do capítulo 6 de João. Vimos que o capítulo acontece em três momentos: a história da multiplicação dos pães e dos peixes (vv. 1-15), a história da tempestade onde Jesus anda sobre as águas (vv. 16-21), e o próprio discurso do Pão da Vida, que relata a reação dos “judeus”, dos seguidores em geral e dos Doze (vv. 22-71).

Na mensagem de domingo examinamos o relato do milagre da multiplicação dos pães e dos peixes, uma história que todos os evangelistas registram. Jesus havia se retirado para um lugar deserto no outro lado do mar da Galileia, perto de Betsaida (identificada como a cidade de Filipe, André e Pedro em João 1.44). O evangelho de João omite o porquê da retirada, mas os outros evangelhos relatam que aconteceu no auge da fama dEle, quando até Herodes o rei estava ciente do Seu ministério. Outra omissão do evangelho de João é do ensino e dos milagres de Jesus naquele lugar. Seu relato se concentra mais na fé dos discípulos, particularmente Filipe e André (que o Evangelista nos apresentou no capítulo 1).

Quanto ao milagre, todos os evangelhos contam uma história semelhante: havia cinco mil homens presentes, sem contar mulheres e crianças, e os discípulos demonstraram uma falta de fé quanto a como suprir o alimento, e uma falta de compaixão por querer mandar as pessoas embora. Jesus ordenou que a multidão se assentasse, e orando pelos 5 pães e os 2 peixes que um menino trouxe com ele, começou a dividir e distribuir o alimento. Todos receberam e comeram até estarem satisfeitos, e foram recolhidos 12 cestos de pedaços que sobraram. Só João—que, lembrando, está escrevendo para provar que Jesus é o Cristo—relata a reação do povo: concluíram que Ele era o Profeta prometido, e queriam forçá-lo a ser rei naquele mesmo instante! Jesus, porém se retirou deles para o monte, já montando o cenário para o Seu próximo milagre.

Corações Abertos

Vamos aplicar o que estudamos à nossa vida espiritual.

É importante entender que uma narrativa como esta serve para revelar algo sobre Deus e o Deus-homem, Jesus Cristo. Não devemos procurar significados escondidos elementos da história, nem nos números mencionados, etc. O enredo é simples: Jesus viu a necessidade de uma multidão e a falta de fé dos seus discípulos e usou a ocasião para demonstrar o Seu poder sobre a criação para suprir as necessidades básicas dos seres humanos.

Portanto, depois de conhecer os fatos da história, fizemos as seguintes aplicações:

Jesus. O relato de João lida mais sobre a fé dos discípulos, pois ele não registra a grande compaixão que Jesus sentiu pela multidão. Lucas nos fala que Ele teve compaixão pois eram “como ovelhas sem pastor”. Quando se trata das nossas necessidades básicas, muitas vezes esquecemos da compaixão de Jesus, tanto o Seu amor por nós, como também o Seu amor que deve fluir de nós para o nosso próximo. A reação dEle não foi a mesma dos discípulos (e muitas vezes, a nossa), de mandar o povo embora. Foi amor, e a pergunta, como vamos suprir as suas necessidades? Será que nós pensamos assim?

Filipe. Você é como Filipe? Vê o problema e já começa a calcular o que, humanamente, resolverá o problema? Deus não é contra calcular o custo, mas a fé exige uma resposta diferente. Quando achamos improvável, procuramos “dar um jeito” que nem sempre é o certo. Quando achamos impossível, desistimos. E às vezes, quando só achamos possível fazer de uma forma errada, até pecamos.

André. Este acreditou em Cristo, e foi à procura dos recursos que Deus supriu para a situação. O problema é que, talvez por pressão de grupo, ele ainda questionou a possibilidade. Será que imitamos o André? Quando Deus ordena, procuramos enxergar a Sua solução, ou a nossa?

O menino. Não podemos esquecer deste rapaz, que entre milhares, foi o único a trazer um lanche. Mas não foi só isso! Ele também colocou tudo que tinha à disposição de Jesus Cristo.

Mãos Estendidas

O propósito desta parte do guia é dar algo prático para você fazer para aplicar e usar a verdade que aprendemos esta semana. Esta semana, vou compartilhar um exemplo prático que aconteceu na nossa igreja para vocês verem como a IBABI já está vivendo alguns destes princípios que aprendemos.

Será que você reparou uma senhora mais idosa que visitou o nosso culto de domingo? Ela veio ao culto porque conheceu uma das nossas senhoras durante a semana, no supermercado, e aquela senhora se compadeceu dela, e comprou algumas coisas básicas para ela, e a convidou para a igreja. Depois do culto esta senhora da IBABI, junto com outra senhora da igreja sentaram e conversaram com ela, anotando o seu endereço e perguntando sobre suas necessidades, para poder ajudá-la melhor.

Sem saber disto, outra senhora da igreja observou a nossa visitante pegando um muffin da mesa da ceia depois do culto e guardando no bolso para depois. Isto chamou a sua atenção, portanto foi conversar com ela, e descobriu que ela e sua casa estão passando por dificuldades. Sentindo compaixão, esta senhora compartilhou a situação no grupo das mulheres da IBABI no Whatsapp, onde elas juntaram o necessário para comprar uma cesta básica para dar para ela e sua família.

Nenhuma destas pessoas fez isso para receber reconhecimento “dos homens” (Mt 6.1-4), e por isso não menciono os nomes delas. Mas, como pastor, fiquei muito feliz que estas pessoas não só sentiram a compaixão por alguém passando necessidade, mas agiram prontamente.

Não tenho dúvidas de que essas histórias se repetem nas vidas dos nosso membros, sem que a comunidade como um todo fique sabendo. Que continuem este bom trabalho, para a glória de Deus.

Você tem sentido compaixão por alguém recentemente? Não somente para aqueles que necessitam de algo material, mas por qualquer necessidade física ou espiritual? Você agiu também? Ou só sentiu dó, e continuou o seu caminho? Procure oportunidades, enxergue os recursos divinos para suprir a necessidade, e aja com fé e pela fé, para a glória do Pai!

Mentes Ocupadas

Nossa leitura bíblica desta semana:

Dia 1

João 6.1-15

Dia 2

João 6.16-21

Dia 3

João 6.22-30

Dia 4

João 6.31-51

Dia 5

João 6.52-59

Dia 6

João 6.60-65

Dia 7

João 6.66-71

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