A Grande Família (2): Definindo o Amor

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Ouvidos Atentos

Neste domingo continuamos o nosso mês da família, com o tema, “A Grande Família”. Semana passada dividimos a verdade em quatro áreas: a verdade bíblica, as verdades descobertas pelo homem a partir das ciências exatas, das ciências humanas, ou da intuição (ou experiência) humana. Neste domingo aplicamos a definição do amor a estas quatro áreas para demonstrar que nem todas as “verdades” são a Verdade declarada por Deus. Deus ordena “Ame o Senhor seu Deus; ame o seu próximo como a si mesmo”. Vimos alguns exemplos de como as ciências exatas ensinam o amor ao conhecimento, e definem o amor ao próximo como uma série de reações químicas. Já os pensadores das ciências humanas falam de amar o amor (e não o objeto do amor), ou de amar o próximo na medida que você for amado. As definições do amor da área da intuição humana são inúmeras, mas incluem amor próprio, amor baseado apenas no sentimento, e amores idólatras; “ame a si mesmo”.

Em contrapartida com as definições crescentemente subjetivas, incertas, e arbitrárias, Deus define o amor assim: O amor é paciente,  bondoso, não inveja, não se vangloria, não se orgulha, não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor, não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O problema das campanhas do ministério público que afirmam definir a família baseado apenas no amor é que sua definição não reflete este amor bíblico. Não podemos aceitar outras definições. A definição do amor que não se baseia na Palavra de Deus é, no mínimo, uma imitação barata e incompleta; no pior dos casos, é inteiramente mentirosa.

Corações Abertos e Mãos Estendidas

Esta semana vamos juntar estas duas seções para fazer reflexão e tarefa ao mesmo tempo.

A seguinte tabela examina os aspectos da definição bíblica do amor (coluna 1), afirmações que refletem sentimentos comuns que contrariam a definição bíblica (coluna 2), e algumas sugestões de como deveríamos aplicar a definição, independentemente do que estejamos sentindo. Discuta com o grupo: Que outros exemplos poderíamos dar de sentimentos errados (coluna 2)? Talvez você possa compartilhar exemplos pessoais. Sua tarefa: Escolha algumas áreas da coluna 3 em que você precisa melhorar. Estude as referências bíblicas, e faça o compromisso de tentar aplicá-las à sua vida.

O amor… Como me sinto Como devo agir (apesar do sentimento)
…é paciente “O que eu quero não está acontecendo dentro do tempo certo”. Devo mostrar a mesma paciência que Deus demonstra comigo. (Nm 14.18; 2 Pe 3.9)
…é bondoso “O que eu penso é mais importante do que os sentimentos dos outros”. Devo mostrar a mesma bondade que Deus demonstra comigo. (Rm 5.8; Ef 2.4–7)
…não inveja “Seria mais feliz se tivesse o que ele/ela tem”. Preciso estar contente com o que Deus me dá, e feliz pelo que Ele dá aos outros. (Fp 4.10–13)
…não se vangloria “O que sou ou o que tenho é melhor do que os outros têm”. Preciso lembrar de que tudo que tenho é dádiva de Deus, e nada do que tenho consegui sozinho.
(Tg 1.17; Je 9.24; 1 Co 10.17)
…não se orgulha “Pena que outros não têm o que eu tenho”. Preciso lembrar também que Deus me responsabiliza pelo uso correto e devido daquilo que me dá. (Lc 12.48)
…não se comporta impropriamente (NVI: maltrata) “Posso agir da forma que acho melhor, independentemente de como afeta os outros”. Devo lembrar que vivo em relacionamento com os outros à minha volta; preciso refletir o caráter de Deus nas minhas interações sociais. (Rm 1.32; 2 Ts. 2.12)
…não procura seus próprios interesses “Tenho que buscar minha própria felicidade”. Amar a Deus, amar ao próximo: essa é a minha missão. Meu lema deve ser: a minha vida a serviço da sua. (Fp 2.1-11)
…não se ira facilmente “Por que os outros não veem como eu vejo, e não fazem como acho que deve ser feito?” Preciso lembrar que ira do homem não traz a justiça (retidão) que Deus deseja. A única ira santa é aquela direcionada ao pecado, não às pessoas. (Tg 1.19–21)
…não guarda rancor “Nunca vou esquecer o que ele/ela me fez…” Devo perdoar como Deus tem me perdoado. O perdão bíblico “esquece” a ofensa; lembra do que aconteceu, mas não permite que aquilo afete o relacionamento futuro. (Mt 18.15–22)
…não se alegra com a injustiça; mas se alegra com a verdade “Bem feito! Recebeu o que merecia!” Preciso lembrar que o meu senso de justiça é arbitrário. Devo me alegrar na verdade e justiça de Deus.
(Pv 20.22; Rm 12.21)
…tudo sofre “Desta vez ele/ela foi longe demais! É o fim”. Preciso perguntar: onde eu estaria se Deus pensasse assim de mim? Fui chamado para sofrer, como Jesus sofreu, para ser mais como Ele. (Is 25.9; 40.28–31)
…tudo crê “Ele/ela nunca vai mudar”. Preciso crê, não na pessoa, mas na possibilidade da pessoa ser transformada por Deus. (Hb 11)
…tudo espera “Ele/ela não tem jeito; nem Deus o/a transforma”. Preciso acreditar que em Deus, qualquer pessoa pode ser transformada. (Jo 3)
…tudo suporta “Essa foi a última gota! Não suporto mais!” Preciso perguntar: onde eu estaria se Deus pensasse assim de mim? Nele sou mais forte nas minhas fraquezas. (Dt 9.13–21; 1 Co 10.13)
…não acaba “Eu não o/a amo mais. A amor morreu”. Devo lembrar: o amor verdadeiro não acaba, não perece. O que “morreu” foram os meus sentimentos temporários; o que precisa viver é o meu compromisso. (Rm 8.31–39)

Mentes Ocupadas

A leitura bíblica desta semana:

Dia 1

Mateus 22.36–40

Dia 2

1 Coríntios 13.1-13

Dia 3

Nm 14.18; 2 Pe 3.9; Rm 5.8;
Ef 2.4–7; Fp 4.10–13

Dia 4

Tg 1.17; Je 9.24; 1 Co 10.17;

Lc 12.48; Rm 1.32; 2 Ts. 2.12

Dia 5

Fp 2.1-11; Tg 1.19–21; Mt 18.15–22

Dia 6

Pv 20.22; Rm 12.21; Is 25.9; 40.28–31; Hb 11

Dia 7

Jo 3; Dt 9.13–21; 1 Co 10.13; Rm 8.31–39

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